Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2022
Editorial

Nova variante do coronavírus deixa o mundo em alerta


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27/11/2021 às 07:52

O recrudescimento da pandemia de covid-19 na Europa e o surgimento de novas variantes na África assustam o mundo e deixam as nações em estado de alerta. A importância das vacinas nesse cenário é evidente. Na Europa, onde a quarta onda de covid já é uma realidade, o número de óbitos por milhão de habitantes reflete com precisão a cobertura vacinal em cada país. Na Irlanda, que vacinou mais de 92% dos adultos, houve 14 mortes por milhão de habitantes nas primeiras duas semanas de novembro. No extremo oposto, a Bulgária vacinou menos de 30% e sofre com 324 mortes por milhão no mesmo período. Quem recusa as vacinas e espalha mentiras sobre os imunizantes contribui diretamente para o fortalecimento da pandemia em alguns países.  

O que ocorre na Europa e na África deve servir de alerta ao Brasil. Autoridades e população não podem baixar a guarda, deixando-se levar pelos números de casos e de óbito em queda. Cada região deve avaliar com cuidado se é hora de relaxar medidas como uso de máscaras e distanciamento social. Além disso, o alerta feito pela diretora-geral assistente da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Acesso a Medicamentos, Mariângela Simão, não deve ser ignorado. Ela avalia que as aglomerações relacionadas ao Carnaval, uma das festas mais celebradas de Norte a Sul do País, representam um sério risco para a nação. Não à toa, diversas cidades já anunciam o cancelamento da festa em face do perigo sanitário. A hora de agir é agora. Não podemos cometer o erro de pagar para ver, pois o preço pode ser a perda de inúmeras vidas. 

O mundo encara a iminência de uma quarta onda de covid e o Brasil não está fora do perigo. É o momento de um esforço concentrado e articulado entre governos federal, estadual e municipais no sentido de ampliar ainda mais a cobertura vacinal. Dados vindos da Europa mostram que o aumento das infecções e de óbitos ocorre exatamente entre os não-vacinados, o que, por si só, deveria ser suficiente para derrubar qualquer resistência contra os imunizantes e calar críticas ao passaporte vacinal. Aliás, o uso do passaporte precisa ser ampliado como forma de incentivar as pessoas de baixo raciocínio a buscar a imunização e ajudar a prevenir o avanço do vírus.


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