Quinta-feira, 23 de Setembro de 2021
PRESENTE

Um sonho do resgate do Cinema Guarany como legado da arte em Manaus

Cineasta Sérgio Andrade diz que a casa de exibição relembra os tempos áureos do cinema em Manaus e merecia uma restauração



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24/10/2020 às 14:39

É pensando em um futuro (que todos esperam que seja o mais próximo possível), no qual não teremos mais que nos preocupar com as restrições impostas pela pandemia do Covid-19, que o cineasta Sérgio Andrade sugere seu presente para o aniversário de 351 anos da Manaus: um cinema de arte.

De preferência, diz ele, um que ocupe o lugar do que foi o saudoso Cinema Guarany. Antigamente localizada na esquina da Avenida 7 de Setembro com a Floriano Peixoto, o local, hoje em dia, abriga uma agência bancária.



“Meu presente, sem sombra de dúvidas, seria a reconstrução do belíssimo prédio do Cinema Guarany, que foi derrubado por um banco. Esse mesmo banco poderia financiar também a reconstrução e transformar o local em um centro cultural, aos moldes de outros centros que existem nas demais capitais brasileiras. A ideia seria manter a fachada igual como era antes, mas com instalações internas supermodernas e de alta tecnologia”, explicou o cineasta.

Arte e convivência

Para ele, um cinema de arte, ou um cinema alternativo, como queira chamar, proporciona uma experiência ao espectador que vai muito além do simples ato de ver um filme, no mínimo, provocador. Ir a um cinema deste tipo é uma experiência de socialização.

“Esses tipos de cinema são centros de convivência que atraem um público tanto mais adulto e maduro, quanto um público mais jovem interessado no cinema alternativo. Logo, ocorreria aí um encontro que não acontece normalmente nos cinemas de shopping que só exibem filmes blockbusters”, afirma ele, ressaltando que o lugar ainda contaria com um confortável saguão munido de um café e uma livraria.

O novo Cinema Guarany, de acordo com o cineasta, além de promover a arte e movimentar a economia, oferecendo variedade de filmes com ingressos a preços acessíveis, também seria um chamariz para o Centro da cidade.

“Seria um local que promoveria uma possibilidade de redescoberta do Centro de Manaus, que há muito tempo já devia estar sendo melhor restaurado e otimizado. Seria perfeito para a convivência da população. Um local assim traria um atrativo a mais para o entorno e faria com que as pessoas tivessem um acesso mais fácil à sétima arte. Isso sem falar que ele poderia sediar festivais e mostras. Enfim, um espaço para o cinema ter vez e não somente o entretenimento”, concluiu.

 

Repórter de A Crítica

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