Quarta-feira, 05 de Agosto de 2020
Editorial

Preços elevados, falta controle


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14/07/2020 às 08:29

O processo de reajuste nos preços de alimentos, medicamentos e produtos de limpeza permanece frenético. Embora os indicadores apontados por especialistas apontem noutra direção, os consumidores reclamam do efeito dos reajustes na renda familiar afetada profundamente pela pandemia e suspensão de uma série de atividades econômicas.

No confronto de iniciativas para reaquecer a economia e para oferecer poder de compra a milhares de famílias com muitas pessoas desempregadas, o reaquecimento está ocorrendo ao custo também de reajustes abusivos. A resposta da fiscalização oficial nessas áreas é lenta e não tem conseguido oferecer elementos que reduzam o nível de exploração praticado contra consumidores e usuários desses serviços. 

Nas prateleiras de supermercados mais populares, onde a classe média se faz presente, as conversas, desabafos, atos de revolta são recorrentes. Pessoas que acompanham em cadernetas os preços do feijão, do arroz, do leite, do sal, do açúcar e do café, para citar alguns itens, comparam os valores e reagem diante do que encontram pela frente, com porcentuais de aumentam entre 15% a 40%.  Alguns casais têm adotado não comprar em um determinado supermercado em função dos preços dos produtos, e tentar obter os produtos em outros, o que implica em mais gastos de locomoção e de tempo.

Se há, por parte do governo, disposição de agir para garantir a defesa dos consumidores, é necessário que essa ação seja vista e sentida. Os preços elevados não podem ser repassados dessa maneira aos consumidores que igualmente foram atingidos pela crise produzida pela covid-19. Se assim se mantiver, é um apoio tácito à exploração da clientela bastante fragilizada. Poucas são as pessoas que não perderam poder de compra e esse dado não é desconhecido pelo governo nem pelos empresários, o que falta, de fato, é um posicionamento justo para todos os segmentos, o que significa compreender os pesos da balança socioeconômica. 

No conjunto, alimentos, medicamentos, gás de cozinha, impactam duramente no orçamento familiar e geram mais privações a milhares de famílias, tal como reduzir o alimento para comprar o medicamento. Cabe ao governo entrar em cena e determinar uma conduta por parte dos empresários que esteja ligada a um tabelamento de preços adequado para a realidade nacional e regional que a população vive, onde o desemprego é o grande fantasma do dia a dia.


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