Domingo, 27 de Setembro de 2020
Editorial

Avança a política de destruição ambiental


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30/07/2020 às 08:45

O governo do presidente Jair Bolsonaro adota, na área ambiental, tática perigosa para o país. Enquanto a Presidência da República desmonta a estrutura nesse setor, flexibilizando atividades e condutas, o vice-presidente Hamilton Mourão discursa noutra direção e defende a adoção de uma política de estado para o meio ambiente.

A política de governo existente está sendo desmantelada em ritmo acelerado. Esta, que sequer conseguiu ser completada, é fruto de um longo período de confrontos entre governantes e setores que atuam nesse segmento, dos acordos internacionais firmados pelo governo brasileiro e dos estudos que comprovaram situações ambientais críticas no território nacional. Ainda assim, o Brasil passou a ocupar espaço mundial importante nos fóruns globais do meio ambiente, nas conferências do clima. 

Rapidamente, o país voltou ao nível mais crítico e a ser visto com desconfiança e descrédito por investidores internacionais que têm na qualidade da política ambiental indicador de referência. No primeiro momento, o presidente brasileiro optou por confrontar e ironizar governos europeus que têm sido parceiros financeiros do Brasil para implantar iniciativas de sustentabilidade econômica que considere efetivamente a ecologia e os direitos dos povos indígenas e tradicionais que vivem em regiões como a da Amazônia. Recursou os recursos e buscou apoio no governo dos EUA cuja política ambiental é uma das mais críticas do planeta.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se sustenta no posto exatamente por ignorar leis, protocolos e acordos ambientais dos quis o país foi signatário.  Já demonstrou, por inúmeras vezes, qual é a política ambiental que deseja implantar no ritmo de “deixar a boiada passar”, como declarou em reunião ministerial de 22 de abril. Embora denunciado por várias instâncias de representações internas e externas, Salles permanece no cargo simbolizando o que quer o governo federal nesse segmento.

A política de estado, comentada pelo vice-presidente da República e presidente do Conselho Nacional da Amazônia é parte de uma ideia frágil que não se sustenta mantida a posição governamental. O que se observa é o esfacelamento dos eixos de uma política de governo exatamente porque assim o que o presidente da República e parte de sua equipe do primeiro escalão. O que avança mesmo é a política da destruição ambiental.


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