Terça-feira, 01 de Dezembro de 2020
Editorial

Arrocho maior


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30/10/2020 às 06:40

O mês de novembro chega com tomadas de decisões que impõem mais arrocho às famílias pobres do Amazonas. Já enfrentando a elevada alta de preço, em vários setores fundamentais para a vida, agora é o reajuste na tarifa de energia elétrica, de 4.3%, a entrar em vigor no dia 1º.

Pagar pelo acesso à energia elétrica vem sendo uma das dores de cabeça de milhares de chefes de família no Estado Não conseguem recursos financeiros suficientes para bancar a conta que se tornou elevada e, a ela, são incorporadas as demais despesas em igual ritmo de aceleração dos preços (alimentos, produtos de uso doméstico de limpeza, água, gás de cozinha, medicamentos de uso permanente) que asfixiam os mais carentes.

A política de aumento nos preços desses itens não sofreu, até agora, intervenção mais efetiva dos órgãos do governo federal a ela relacionados. Aparentemente, o governo deixa a relação mercado/consumidor correr frouxa para se adequar por ela própria. A ausência de ação do ente estatal, aplaudida por representantes de alguns desses setores, é prejudicial e equivale, em determinados aspectos, a omissão, pois, quando o mercado atua em liberdade ampliada costuma ignorar cenários sociais, estabelece critérios próprios de concorrência na linha do ‘quem não pode não se estabelece’ e minimiza a condição de vulnerabilidade a que está atualmente submetida grande parte das famílias de Manaus.

A empresa que atua com o fornecimento de energia elétrica está lotada de pedidos de explicações e de reclamações decorrentes dos altos valores cobrados nas contas dos consumidores. Dinâmicas utilizadas, como antecipação de cobrança em até um mês, contribuem para dificultar o entendimento do real valor da conta e no planejamento familiar, ao mesmo tempo induzem a pagamentos duplos que para serem revertidos exigem tempo nas filas virtuais, isso para aqueles que podem usar esse recurso.

De modo mais geral, as operadoras de serviços essenciais estão longe de cumprir o que determina a legislação e acabam lesando, com facilidade os consumidores. Não é diferente o que fazem os grandes e médios grupos de supermercadistas e de drogarias. Exploram os consumidores e os usuários desses serviços.


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