Publicidade
Manaus
AUDIÊNCIA

Sotero se pronuncia pela primeira vez e alega legítima defesa: 'levei uma agressão violenta'

Após três dias de audiência, réu se manifestou publicamente desde que foi preso. Defesa esclarece que delegado se identificou como policial para evitar agressões e agora aguarda resposta sobre pedido de revogação de prisão 18/07/2018 às 15:40 - Atualizado em 18/07/2018 às 15:44
Show whatsapp image 2018 07 18 at 10.41.16
Claudio Dalledone e Gustavo Sotero (Foto: Junio Matos)
Joana Queiroz Manaus (AM)

Ao fim do terceiro dia de audiência de instrução, o delegado Gustavo Sotero falou pela primeira vez com a imprensa nesta quarta-feira (18) e alegou legítima defesa. Ele foi preso e responde pela acusação de matar o advogado Wilson Justo Filho, no Porão do Alemão, em novembro de 2017. A defesa do réu alega que, ao ser agredido dentro da casa de festas, ele se identificou como policial antes de disparar os tiros. 

Escoltado por policiais, na saída do tribunal, Sotero conta que, na noite do crime, ele sofreu "agressão violenta" e, por isso, reagiu. Ele alega, ainda, que não conhecia nenhuma das vítimas que foram alvejadas. "Eu levei uma agressão violenta, um soco violento e reagi a essa agressão em legítima defesa. Não conhecia o Wilsion nem nenhuma vítima", disse Sotero.

De acordo com o delegado Claudio Dalledone, Sotero sinalizou que era policial após ser agredido, antes dos disparos. A defesa do réu afirma que Wilson "fitou os olhos dele em enfrentamento" antes de partir para a agressão contra o delegado. A partir daí, Sotero avisou: "para, polícia!", antes de fazer os disparos. 

"Ele (Sotero) acena com um copo e faz um gesto de cordialidade com a cabeça, deixando claro que agiu, ali, como homem. Ele estava sendo ofendido, hostilizado e agredido. Ele disse: 'para, polícia!', e o Wilson infelizmente continuou a investir contra ele e os ataques ficaram claros", comenta Dalledone, ao citar o vídeo que mostra a movimentação no Porão.

"Quando disse 'para, polícia', quando agredido, estava ali usando a sua delegação de poder de polícia. E, novamente, foi agredido", conclui.

Pedido de revogação da prisão

A defesa agora trabalha em cima de novo pedido de revogação de prisão, baseado na premissa de que não há mais motivos para que Sotero siga preso. 

"Se não revogarem aqui, na Vara do Tribunal do Júri, nós iremos endereçar um habeas corpus - que inclusive já está sendo escrito - para que os desembargadores analisem limirnamente. E, se na liminar, eles não analisarem e forem contrários, vamos sustentar oralmente, numa sessão também pública, a liberdade dele". 

Reconstituição do crime

Claudio Dalledone anunciou que a defesa entrou com pedido, também, para que seja realizada uma reconstituição fiel do crime. No mesmo ambiente, sobs as mesmas ciscunstâncias. 

"É muito provável que a gente venha a insistir nessa diligência. É a prova maior e, quem não deve, não teme. E ele quer mostrar, no local dos fatos, naquele momento, com aqueles sons, com aquela luminosidade, tudo que ocorreu. A defesa vai insistir nisso".

Publicidade
Publicidade