Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020
POSIÇÃO

Rodoviários temem por atrasos em pagamentos após fim de intervenção

Durante a coletiva, o vereador Jaildo Oliveira (PCdoB) afirmou que os trabalhadores chegaram a preparar um abaixo-assinado pedindo a continuidade da intervenção financeira no transporte coletivo de Manaus



show_show_aagora_cobrador_8989F8A9-44CE-4541-B5C9-ECF9B9E4F4EA.jpg Foto: Arquivo/A Crítica
23/01/2020 às 19:25

Representante dos rodoviários, o vereador Jaildo Oliveira (PCdoB) declarou, nesta quinta-feira (23), que a categoria aprovou a intervenção financeira no transporte coletivo de Manaus. O parlamentar ainda disse que os trabalhadores estão temerosos se os pagamentos irão continuar em dia após o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) retomar o controle do Sistema de Bilhetagem Eletrônica (SBE).

“Para o trabalhador, a intervenção foi ótima porque foi zero atraso. No primeiro momento, ficaram apreensivos, mas depois do resultado da intervenção com o pagamento em dia dos salários eles ficaram muito satisfeitos. O trabalhador só para quando não recebe. Se a prefeitura ficar mesmo em cima, como fez durante a intervenção, com certeza o pagamento não vai atrasar”, afirmou o vereador durante coletiva de imprensa após o anúncio das medidas da intervenção financeira no sistema de transporte público.



Durante a coletiva, Jaildo afirmou que os trabalhadores chegaram a preparar um abaixo-assinado pedindo a continuidade da intervenção. “O medo deles é que volte a dificuldade e o sofrimento com os atrasos. A categoria ainda está temerosa. Mas, hoje, posso dizer que o trabalhador está com medo porque não tem a certeza de continuidade do pagamento em dia. Vamos aguardar o primeiro pagamento sobre o controle das empresas se será em dia ou não”, disse.

Autor do projeto de lei que dispõe sobre a não extinção do cargo de cobrador, o vereador afirmou que o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), garantiu a continuidade da função de cobrador. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, três mil trabalhadores atuam no posto de cobrador, distribuídos em 231 linhas de ônibus.

“As empresas não têm esse poder de chegar e dizer que vão tirar. Só quem pode fazer é a prefeitura, que não deu essa autorização. Sem o cobrador a população vai ter dificuldades. Existe ônibus sem cobrador em outras cidades, mas é um caos. A função de cobrador é muito importante ao gerar empregos, senão vamos estar na contramão do país contribuindo para o índice de desemprego”, ponderou.

Números da intervenção

Em julho de 2019, o prefeito de Manaus decretou a intervenção financeira nas empresas que operam o transporte público e nomeou o empresário do setor de transportes Francisco Bezerra como interventor para controlar a entrada e saída de recursos do sistema durante 90 dias, prazo prorrogado por igual período.

De acordo com Executivo Municipal, no período da intervenção, de 22 de julho de 2019 a 20 de janeiro de 2020, a prefeitura de Manaus operou, aproximadamente, R$204,7 milhões oriundos do Sistema de Bilhetagem Eletrônica (SBE). Desse total, R$ 61,8 milhões representam o aporte feito pelo tesouro municipal para que se pudesse promover o equilíbrio nas contas do sistema. Recursos utilizados, em quase sua totalidade, para pagamento salarial das empresas do transporte, entre outros benefícios e encargos.
O relatório final da intervenção no sistema de transporte coletivo será apresentado na Câmara Municipal de Manaus (CMM), em fevereiro.

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Repórter de A Crítica

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