Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020
moção de parabenização

Presidente da ALE-AM parabeniza Eduardo Pauzello por trabalho à frente de ministério

Sob os mais de quatro meses de interinidade de Pazuello no Ministério da Saúde, os números da pandemia aceleraram



josu__C4F47D52-31D2-4CE9-B06A-4260BCBD45D5.JPG Foto: Reprodução / Internet
19/09/2020 às 12:44

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado estadual, Josué Neto (PRTB), apresentou moção de parabenização ao ex-comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA) e recém confirmado ministro da Saúde, General de Divisão, Eduardo Pazuello. O requerimento n° 4.412 que contém a moção foi apresentado nessa quarta-feira (16).

O deputado protocolou a moção de parabenização por ocasião da posse do ministro militar na pasta da Saúde, ocorrida nessa quarta-feira. Pazuello passou mais de quatro meses como interino no cargo.  Assumiu a saúde depois da saída de dois ministros, Luiz Henrique Mandetta e Luiz Teich, que não concordaram sobre a aplicação da hidroxicloroquina em pacientes acometidos pelo novo coronavírus.



No corpo da moção, Josué Neto destaca que Pazuello é especialista em logística e que foi coordenador da Operação Acolhida, ação humanitária do governo federal aos imigrantes venezuelanos em Roraima.

“Pazuello é General da ativa do Exército e foi nomeado primeiramente como Secretário Executivo de Teich. Depois da saída do médico, Pazuello assumiu a pasta da Saúde no auge da pandemia no Brasil, ocupando interinamente o cargo desde 16 de maio”, escreveu.

No dia 24 de agosto, A CRÍTICA mostrou que os deputados Josué Neto e Adjuto Afonso (PDT) querem dar a medalha Ruy Araújo e o título de cidadão do Amazonas, as mais altas condecorações da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), a Pazuello por "serviços prestados à Amazônia".

Adjuto confirmou à época que os trâmites para  concessão das premiações devem ser concluídos até dezembro quando serão entregues em sessão solene ao ministro no plenário Ruy Araújo.

Pandemia

Sob os mais de quatro meses de interinidade de Pazuello no Ministério da Saúde, os números da pandemia aceleraram. No dia da posse de Pazuello, o Brasil atingiu a marca de 133 mil mortes. Ignorando os números, o general afirmou durante evento de sua posse que o Brasil está vencendo a Covid-19.

À frente do Ministério da Saúde, o general Pazuello cumpriu, como militar, ordens polêmicas de Jair Bolsonaro, entre elas: tirou do ar dados consolidados sobre a pandemia do site do Ministério da Saúde para que jornais não pudessem repercutir os altos números de mortos e infectados, desintegrou o corpo técnico do Ministério da Saúde nomeando militares sem qualificação, além de assinar uma nota técnica que faculta o uso da cloroquina em todos os casos do novo coronavírus.

Pazuello também desprezou recomendação do Ministério da Saúde para não comprar mais cloroquina. Comitê técnico da pasta fez alertas sobre a compra de cloroquina e outro sobre a falta do "kit intubação”, como sedativos e analgésicos, estavam com os estoques críticos na maioria dos estados. Ambos foram ignorados pelo ministro interino.

Recentemente, o já empossado ministro  retirou a Covid-19 da lista de doenças de trabalho, além de demitir os técnicos responsáveis por incluir a doença na lista de enfermidades ocupacionais.

Eduardo Pazuello

Pazuello é o nono ministro de origem militar no governo Bolsonaro, pessoas com origem na caserna já ocupam agora quase metade dos 22 postos do primeiro escalão do governo.

Diferentemente de outros integrantes militares da equipe de Bolsonaro, porém, Pazuello é um militar da ativa. Antes de ir para Brasília, o general de três estrelas comandava a 12ª Região Militar da Amazônia.

O general foi efetivado no comando da pasta porque partidos do chamado centrão, grupo de partidos políticos de centro e direita, que possui mais 200 deputados na Câmara dos Deputados, e que se aproximou de Bolsonaro nos últimos meses, assumindo cargos no governo, vê como arriscado indicar um nome neste momento que a pandemia segue registrando altos números de infectados e mortos.


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