Sexta-feira, 07 de Agosto de 2020
ECONOMIA

PIB do Amazonas deve sofrer queda de 7% em 2020, aponta Sefaz

Secretário Alex Del Gligio acrescentou que o Estado deve perder R$ 2 bilhões de arrecadação neste ano, e que o Governo do Amazonas está tomando medidas para a diminuição dos impactos econômicos



dedee_DA83F51F-0B43-473C-81DA-FB43AA5DE495.jpg Foto: Arquivo AC
13/04/2020 às 15:49

O secretário de Fazenda do Estado (Sefaz-AM), Alex Del Gligio, disse ao Jornal A CRÍTICA que o Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas sofrer uma queda de 7% em 2020, por conta dos impactos trazidos pelo novo coronavírus (Covid-19). O secretário acrescentou que o Estado deve perder R$ 2 bilhões de arrecadação.

Alex Del Giglio explicou que o percentual de queda, entre os meses de maio e julho, é de 40% que, segundo ele, vai ser o período quando vai se registrar a fase mais aguda da pandemia na região. O secretário de Fazenda, porém, salientou que a arrecadação global em 2020 deve cair em torno de 25% e que o Governo do Amazonas está tomando medidas para a diminuição dos impactos econômicos.



“Temos um decreto de redução de despesas, que já está vigorando. Prevê diversas reduções de despesas. Estamos realizando uma engenharia de realocação de recursos orçamentários. Retirando das áreas menos prioritárias e direcionando para Saúde e Segurança. Trabalhando na possibilidade de recursos extraordinários como antecipação da alienação da folha de pagamento, securitização e financiamentos”, disse o secretário de Fazenda.

As medidas mencionadas pelo secretário de Fazenda fazem parte de um pacote, enviado pelo governo do Estado, votado pela ALE-AM em 31 de março. Entre as medidas prioritárias aprovadas, essencial para esse momento de enfrentando da pandemia, está a Emenda à Constituição nº 3 que desvincula receitas do orçamento estadual para serem utilizadas no combate ao novo Coronavírus.

A exceção à medida são os orçamentos do Tribunal de Justiça (TJAM), Tribunal de Contas (TCE), Ministério Público (MPE), Defensoria Pública (DPE), das emendas parlamentares. Também foram resguardados os orçamentos da Saúde em geral, Educação e Segurança Pública.

O presidente da ALE-AM, deputado estadual Josué Neto (PRTB) disse que a Casa aprovou o projeto de calamidade pública a partir da mensagem do executivo por conta do coronavírus. Como uma das medidas para assegurar a arrecadação estatal, o parlamentar disse que apresentou a Lei de abertura do mercado do Gás, que quebra o monopólio da distribuição de gás e que, segundo ele, vai gerar milhares de empregos.

Josué Neto também disse que os parlamentares aprovaram a Comissão que fiscalizar o uso dos recursos de combate ao Covid-19 e acrescentou que destinou 75% de todas as emendas dele, totalizando 5,2 milhões para a Saúde no combate à pandemia.

“Vamos Debater sobre os R$ 750 milhões utilizados para pagamentos atrasados, algo que não é prioridade no momento. As pessoas doentes e os profissionais de saúde não podem mais aguardar pois o tempo é precioso. Esses recursos obrigatoriamente teriam que ser utilizados para a compra de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) e respiradores”, disse.

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), Wilson Périco, afirmou que tanto os setores da indústria quanto do comércio sofreram os impactos durante o período de isolamento social e que a queda na arrecadação do Estado não é novidade. Wilson Périco explicou que a indústria do Estado tem cortado gastos, com trabalhos em ‘home office’ que, segundo ele, reduzem gastos com energia, transporte e alimentação no setor.

“Todo mundo está revendo o orçamento e encontrando formas de reduzir os seus custos para poder enfrentar esse momento da melhor forma possível. A indústria está fazendo isso há muito tempo e já colocou pessoas do grupo de risco em casa para evitar contaminação. Mas também já deu férias coletivas e licença remunerada para alguns”, concluiu.


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