Terça-feira, 23 de Julho de 2019
CHARME

Hotéis de alto padrão do Centro de Manaus valorizam arquitetura da Belle Époque

Sem abrir mão do contemporâneo, empreendimentos resgatam aura dos anos dourados da capital amazonense



JUMA_FACHADA_SUL_001_-_TREPADEIRA_1LUGAR_ALTO_4985A569-9428-4B19-8075-93BC9F1E1EAC.jpg Reportagem conheceu em primeira mão o projeto do Juma Ópera (Divulgação)
11/12/2018 às 15:20

As formas da Belle Époque seguem vivas no Centro de Manaus, onde hotéis de luxo resgatam a arquitetura de época para valorizar a história da cidade e dar um toque de charme a projetos contemporâneos. Só na rua Dez de Julho, que passa ao lado do Teatro Amazonas, dois empreendimentos se destacam: o Villa Amazônia, inaugurado há dois anos, e o Juma Ópera, com previsão de abrir as portas em junho de 2019.

Localizado em frente à Santa Casa, o primeiro hotel tem projeto assinado pelo escritório AMZ Arquitetos, de São Paulo. O Villa Amazônia preservou boa parte da estrutura de um casarão construído em 1906, que passou por algumas adaptações e ganhou um anexo moderno de quatro andares – onde estão distribuídos os 30 quartos com vista para a piscina.

“Existem várias histórias sobre o prédio. Uma delas é que aqui funcionou durante um tempo uma escola informal”, conta a gerente Priscila Aguiar. “A ideia era manter a parte histórica da casa, tanto que parte do piso do primeiro andar, onde funciona o restaurante, é de madeira original da época”.

Segundo ela, o mobiliário e outros itens de decoração, apesar de não terem pertencido à casa centenária, foram garimpados em antiquários. Várias dessas peças podem ser vistas no próprio lobby, que foi instalado no antigo porão da residência, com os arcos de pedra e tijolos da fundação roubando a atenção de quem chega. Mas a verdadeira joia do hotel é a piscina de pedra natural cercada por uma floresta particular, onde o hóspede pode até esquecer que está no Centro de uma metrópole.


Lobby do Villa Amazônia destaca as estruturas do antigo porão da casa

Mais à frente na rua Dez de Julho, literalmente ao lado do Teatro Amazonas, está o Juma Ópera, em fase avançada de obras. Propriedade de uma família de investidores paulistas, o complexo de 42 suítes inclui um casarão de 1912 (que já funcionou como consulado dos Estados Unidos), um prédio da década de 60 e a Casa Ivete Ibiapina, onde morou a famosa pianista amazonense. Num quarto lote foi erguida uma espécie de orquidário, que em breve será coberto com chapas de ferro e vidro, onde funcionará o restaurante do hotel.

“A inspiração é a cúpula do Teatro Amazonas, mas como ele não podia ser uma cópia ou ofuscar o patrimônio vizinho, até por orientação do Iphan, o projeto final ficou mais parecido com uma estufa de flores. De lá o hóspede vai ter uma visão privilegiada do nosso cartão postal”, adianta a arquiteta responsável, Landa Bernardo, que guiou a reportagem num passeio exclusivo pelo futuro hotel boutique.

“Os donos gostam muito de Manaus por toda essa carga histórica da cidade. Eles já têm um hotel de selva em Autazes, mas sempre quiseram investir em algo do tipo na capital. Uma orientação era que a gente preservasse o que fosse possível das antigas estruturas, como partes do forro e revestimentos”, completa Landa.

O projeto dos interiores leva a assinatura do escritório Débora Aguiar, com algumas adaptações feitas pela equipe local. O destaque vai para o uso de tons pastéis em composição com materiais como o granito rústico, a palha e o cobre. Mas, no Juma, a piscina também será uma atração à parte: instalado no terraço do prédio sessentista, o espaço vai ser inspirado no Fasano do Rio de Janeiro.

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