Quinta-feira, 02 de Julho de 2020
DENÚNCIA

Gerente de barbearia denuncia ameaças e assédio sexual de patrão em Manaus

Camila da Silva, de 19 anos, relatou ter sido ameaçada e agredida pelo dono do ‘The Pub Barber Shop’ após ela ter se negado a ter relações sexuais com ele. Caso aconteceu nessa quarta (12)



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16/02/2020 às 19:28

Camila da Silva, de 19 anos, acusa o agora ex-patrão, Wellington Vegas de Oliveira, de a agredir e tentar violentá-la após a mesma se negar a ter relações sexuais com ele. A família da jovem, indignada com a situação, está organizando um protesto para chamar a atenção da sociedade sobre o caso de violência contra Camila e de várias mulheres que já foram vítimas de maus tratos e agressão.

O crime, de acordo com Camila, aconteceu na noite da última quarta-feira (12), quando ela fechava o ‘The Pub Barber Shop’, no bairro Nossa Senhora das Graças, na Zona Centro-Sul de Manaus, onde trabalhava como gerente do estabelecimento de Wellington. Ela declarou que estava em outro emprego quando aceitou a proposta de voltar a trabalhar com o empresário, com quem já teve um relacionamento, mas não imaginava que ele poderia ser violento.



“Há um mês e meio ele (Wellington de Oliveira) entrou em contato comigo porque tinha aberto a barbearia e me chamou para trabalhar. Eu fui e aceitei a proposta. A gente acabou tendo um relacionamento no passado, mas eu não quis mais e terminei. Na época, ele disse que eu só deveria trabalhar ali se aceitasse ficar com ele. Não aceitei. Mas depois ele voltou a ir atrás de mim já que eu resolvia muitas coisas e eu fiz um acordo, dizendo que voltava, mas que ele não ia tentar nada comigo”, explicou a jovem.

Abusos voltaram

A vítima contou que sempre fechava a barbearia e que Wellington a estava respeitando e mantinha uma relação profissional.

“Mas nesse dia ele tentou. Eu fechei a loja e os barbeiros foram liberados. Ele me disse que me deixaria em casa porque era caminho e eu aceitei já que não tive problemas anteriormente. Então, quando fechei a porta ele já veio me agarrando. Me imobilizou. Eu lutei com ele, tanto que as marcas que ele tem pelo corpo foi por conta disso. Ali, ele me batendo muito impôs a condição que se eu não me acalmasse iria me matar. Eu tive que me acalmar e foi nesse momento que consegui pegar meu celular de volta e pedir ajuda a uma amiga, que chegou com a polícia”, relatou.

Importunação sexual

O caso foi registrado na Delegacia da Mulher, no Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul da capital, com a denúncia da vítima sobre importunação sexual, lesão corporal, ameaça e injúria. A titular da unidade policial, delegada Débora Mafra, está investigando o caso do empresário e disse que outra mulher fez uma denúncia neste final de semana contra Wellington de Oliveira, que acabou liberado da prisão após uma audiência de custódia.

“Nós estamos investigando esses dois casos. O primeiro inicia com um ato de prisão em flagrante, onde a moça pede que uma amiga chame a Polícia Militar para que o suposto autor seja preso sobre o que aconteceu naquele dia. Agora essa outra suposta vítima também denunciou a mesma pessoa. Nós já iniciamos as investigações, onde ele (Wellington de Oliveira) também será ouvido sobre o fato para que o juiz tome a melhor decisão sobre esses dois casos”, explicou a delegada.

 A reportagem de A CRÍTICA tentou contato com o advogado de Wellington de Oliveira, identificado como Ícaro. Mas até o fechamento desta edição do jornal não conseguimos falar com o advogado do empresário.

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Repórter de Cidades
Formada em 2010 pela Uninorte, é pós-graduada em Assessoria de Imprensa e Mídias Digitais pela Faculdade Boas Novas. Repórter de Cidades em A Crítica desde 2018.

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