Domingo, 27 de Setembro de 2020
REVOLTA

Família diz que soldado morto em serviço foi torturado e pede Justiça

Mãe do soldado Jhonatha Pantoja, morto aos 18 anos, alega que o filho não apresentava traços de que poderia cometer suicídio e reclama de hematomas no corpo do soldado. Segundo ela, servir “era o sonho do meu filho”



5fb9ef78-846e-4196-ac78-bdeb16aaeada_B9BECEBF-CB94-4147-97F3-5ED619BC2947.jpg Foto: Arquivo pessoal
04/08/2020 às 09:28

“[Servir] era o sonho do meu filho”, disse Kelianne Correa Pantoja, mãe do soldado do Efetivo Variável Jhonatha Correa Pantoja, de 18 anos, do 7° Batalhão de Polícia do Exército Brasileiro, que morreu com um tiro enquanto estava em serviço, na madrugada dessa segunda-feira (3). A família, que pede Justiça, suspeita que a vítima tenha sido torturada e morta.

Pantoja, moradora do município de Borba, distante 151 quilômetros de Manaus, afirmou que o comportamento do filho nunca denotou traços de que ele poderia cometer suicídio. “Eu clamo por Justiça. Ele era muito carismático e carinhoso”, disse.



A familiar informou que o corpo da vítima apresenta hematomas. Manoel Diniz Valente, amigo da família e morador de Borba, informou que um tenente-coronel do Exército ligou aos familiares, no dia do ocorrido, informando que a causa da morte havia sido suicídio.

“O tenente está escondendo a verdade e obstruindo provas. Ele mentiu ao me dizer que o Exército ia conseguir um avião grande para trazer toda a família [a Manaus]”, afirmou.

Valente negou que o 7° Batalhão de Polícia do Exército estava prestando apoio à família, como foi comunicado pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), em nota emitida na segunda-feira.

Ainda nesse pronunciamento, o CMA informou à imprensa que um Inquérito Policial Militar (IPM) seria instaurado para “identificar as causas e as condicionantes deste lamentável episódio”.


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