Terça-feira, 20 de Outubro de 2020
NO CENTRO

Família de adolescente morta na Holanda pede ajuda em protesto

Familiares e amigos de Alice Albuquerque querem ajuda do Itamaraty para trazer o corpo da jovem que foi morta a facadas na Holanda



05_A73C894A-29DD-42D7-8C6F-AC90131EB658.jpg Parentes pedem ajuda para trazer corpo da adolescente para Manaus (Foto: Winnetou Almeida)
16/08/2020 às 12:48

"Senhor prefeito e governador, olhem por nós! Tragam o corpo da nossa Alice para cá. Queremos vê-la ao menos pela última vez!" declarou Edvar Albuquerque, 39, tio da adolescente amazonense Alice Albuquerque, de 15 anos, assassinada a golpes de faca durante a noite da última quarta-feira (12), em Rotterdam, na Holanda.

Familiares e amigos da menina se reuniram no Largo São Sebastião, Centro de Manaus, na manhã deste domingo (15), para chamar a atenção das autoridades governamentais, a fim de intermediarem na comunicação com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Itamaraty, em Brasília.



De acordo com o tio da adolescente, Edvar Albuquerque, 39, ela morava no país com a mãe e o padrasto, há seis anos, e estava em busca de melhores condições de vida na Europa. Como a maioria dos parentes de Alice moram no Brasil, a família decidiu fazer o enterro em Manaus, que é a cidade onde a garota nasceu.

Após várias tentativas sem êxito com a embaixada brasileira, a família resolveu contar com a manifestação e o apoio da imprensa, para que o pedido tivesse impulsionamento. Conforme os parentes, se o corpo da garota não for transladado no período de dez dias (a contar da morte), passará por cremação, que é um costume holandês adotado em casos específicos, para pessoas nascidas em outros países.

"O corpo está no necrotério, na Holanda, e tem apenas seis dias. Se não (houver translado), eles irão cremar. Não queremos que tragam as cinzas para cá. Queremos o corpo dela, para ao menos vê-la pela última vez", desabafou Edvar.

O contato direto com os agentes diplomáticos em Brasília se faz necessário em virtude de não haver consulado holandês na cidade de Manaus.

Entenda o caso

Segundo Edvar Albuquerque, 39, a menina foi assassinada pela própria amiga, de nacionalidade marroquina, que supostamente não aceitava o distanciamento da vítima, devido às novas amizades que a garota havia feito.

"Minha sobrinha, nem a mãe dela, queriam que ela fosse para a casa dela [suspeita], e ela premeditou, armou tudo, disse que era só uma festa de despedida [...] Na hora em que a minha sobrinha vinha saindo, ela matou por trás [...] à traição, covardia. Ela acabou não só com a vida da minha sobrinha, mas com a nossa. Estamos sofrendo muito. Vamos fazer três dias sem dormir, sem comer, correndo atrás", detalhou o tio de Alice.

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Repórter de A Crítica

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