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Manaus
AMEÇADO

Capitão Alberto Neto recebe ameaças de morte em sua página no Facebook

O oficial da polícia informou que não se intimida com este tipo de ameaça e que está é mais uma entre muitas que já recebeu 12/08/2017 às 05:00
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O capitão Alberto Neto, lotado na Força Tática da Polícia Militar, foi alvo de ameaças de morte em sua página pessoal do Facebook
Fábio Oliveira Manaus (AM)

 “Se liga pra tu não bate com nosso bonde que essa carabina aí não dá nem pra começar. Tu leva só de AK e AR15 na cara. Pra mim, toda polícia tem que morrer. Polícia pra mim são tudo covarde”.

O capitão Alberto Neto, lotado na Força Tática da Polícia Militar, foi alvo de ameaças de morte em sua página pessoal do Facebook. Ele fez questão de mostrar para a população o grau de risco que um policial militar sofre nas ruas e até em redes sociais, depois que as postagens contra ele viralizaram, ontem.

Um perfil chamado “Makalister Carneiro”, provavelmente falso, é o autor das mensagens. O autor dos textos cita o nome de armamentos pesados para dizer que vai matar a vítima.

À reportagem, o oficial da polícia informou que não se intimida com este tipo de ameaça e que está é mais uma entre muitas que já recebeu.

“Fiz questão de mostrar essa ameaça para a população ver o que estamos sujeitos na rua. As vezes o policial não é valorizado, mas eu, particularmente, não tenho medo, nem me intimido com essas ameaças porque faz parte do meu trabalho. Quem escolheu ser policial sabe o risco que corre”.

Bom trabalho

Com 10 anos de Polícia Militar, o capitão revelou que as ameaças são feitas aos policiais por conta do bom trabalho desempenhado nas ruas e, como são publicadas matérias policiais em sua página do Facebook, a visibilidade fica maior e mais exposto para a população, inclusive bandidos que entram e comentam na página.

“Não recebo ameaça todo dia, mas de vez em quando sim. Agora mais porque tenho minha rede social e lá fico mais exposto, publico tudo da polícia e como sou praticamente um porta voz entre a PM e a imprensa, fico mais visível e isso acaba aumentando o número de ameaças, mas não me intimido nenhum pouco e vou continuar fazendo o meu trabalho na polícia”, contou.

O oficial revelou que investigou junto com amigos da polícia e descobriu que o perfil “Makalister Carneiro” é do Rio de Janeiro. “Um amigo meu investigou e descobriu que é do RJ, mas ainda não descobrimos quem é a pessoa”, explicou.

Delegados estão na mira

Não são apenas os policiais militares que estão na mira da bandidagem. Delegados de Polícia Civil também são alvos e uns já sofreram até atentados, todos no interior do Amazonas. Paulo Gadelha, titular de da 69ª Delegacia de Guajará, foi um dos alvos. No dia 4 de julho deste ano, dois criminosos atearam fogo em seu carro e tentaram queimar a casa morava com a esposa e o filho de quatro meses. O delegado sofreu apenas escoriações e os suspeitos já foram presos.

Outro caso foi em Manicoré, onde a viatura do delegado Jardel Rodrigues foi incendiada. Ele só não foi morto porque, após o incêndio, não desceu rapidamente e os suspeitos acabaram fugindo. “Eles colocaram fogo no carro e aguardavam que eu descesse para me matar”, contou o delegado, na época do crime.