Terça-feira, 20 de Outubro de 2020
RESISTÊNCIA

Apesar de obrigatório, passageiros insistem em não usar máscaras em Manaus

Há ainda quem use o equipamento de proteção de forma inadequada na rua, colocando em risco até quem procura se prevenir da Covid-19



zCID0120-003_p01_BAB7B118-B0FF-4362-8089-45DBC0B2FCBB.jpg Foto: Eraldo Lopes/Freelancer
20/07/2020 às 08:36

O uso de máscaras nos terminais de integração, dentro dos coletivos e até nas paradas de ônibus tem causado resistência por uma parte da população e assim, coloca até em risco quem procura se prevenir da covid-19.

Usuários entrevistados pela reportagem divergiram sobre o nível de adesão ao uso das máscaras. No entanto, a constatação de que o respeito ao distanciamento não está sendo cumprido foi unânime, principalmente nos horários de alta demanda.



O metalúrgico Almir Oliveira, 48, prefere bater o ponto mais cedo em uma empresa no São Jorge, Zona Oeste, e pegar o transporte de volta ao Jorge Teixeira, na Zona Leste. “Para funcionar, todos deveriam se conscientizar. Saio antes das 17h para evitar aglomerações”. O auxiliar de serviços gerais Roberto Fonseca, 39, trabalha com vendas e fica impossibilitado de optar por horários alternativos. “Os ônibus demoram e, quando chegam, estão lotados. Seria bom que ampliassem a frota”, sugere.

“Trabalho das 15h às 22h e no horário da noite há menos passageiros nos ônibus”, conta a cozinheira Selma Maria Batista, 44. “As orientações sobre o uso da máscara estão visíveis, mas muitos usuários retiram a proteção ao entrar nos carros. O motorista faz a parte dele”, observa.

“Muita gente não está utilizando máscaras nas paradas de ônibus. Só colocam a proteção quando o ônibus chega”, comenta a operadora de caixa Débora de Souza, 26. A sujeira nos veículos chamou a atenção do pedreiro André Alves, 24. “Os assentos de um veículo da linha 350 estavam cheios de mofo. Tinha até fezes de pombo. Parece que botaram para rodar os carros guardados na garagem”.

De acordo com o fiscal Carlos de Oliveira, 28, os passageiros que tentarem acessar o Terminal 2 (Cachoeirinha) sem a proteção no rosto são orientados a comprar máscara nas barracas de camelôs espalhadas pelo local. Um funcionário da plataforma superior do Complexo Viário Roberto Campos, localizada na avenida Constantino Nery, afirmou que não estava autorizado a fornecer informações sobre as medidas de distanciamento e higienização. A estação possui um bebedouro de uso coletivo, um fator de transmissão do novo coronavírus.

Blog de: Ana Galdina Mendes, infectologista

“Primeiro temos que definir o quantitativo máximo de pessoas que vai entrar no veículo e proibir passageiros em pé. Isso garantiria o respeito ao distanciamento, o que não está ocorrendo. Os ônibus estão lotados. Seria ideal que os ônibus recebessem higienização dos vidros, de corrimãos e barras de apoio ao término de cada corrida. São pontos que proporcionam mais segurança ao usuário. A questão do ar-condicionado é muito importante. Sabemos que, em ambientes fechados, a propagação do vírus é muito maior, então a ventilação é fundamental. O pagamento da passagem em cartão impede que o dinheiro saia da mão do usuário para o cobrador e deste para outra pessoa”.

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Repórter de Cidades
Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além de A Crítica, já atuou em uma variedade de assessorias de imprensa e jornais, com ênfase na cobertura de Cidades e Cultura.

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