Terça-feira, 20 de Outubro de 2020
POSICIONAMENTO

Igreja de pastor acusado de estuprar crianças em Manaus diz repudiar abusos

De nome 'Aliança Evangélica', a igreja informou que 'preza pelo ensino exclusivo da palavra de Deus e suas verdades'. O pastor é acusado de ter abusado sexualmente de mais de 15 pessoas, incluindo crianças e adolescentes, entre 2006 e 2017



igreja_60122F35-FD63-4D9E-95E3-DA90BF54387F.JPG Foto: Reprodução/Internet
28/07/2020 às 08:24

Após denúncia de estupro formalizada na última sexta-feira (24), a qual envolvia um pastor religioso e quatro jovens que disseram ter sido abusados por ele, a igreja Aliança Evangélica, localizada no bairro Santo Antônio, Zona Oeste de Manaus, emitiu uma Nota Oficial se manifestando, devidos à grande repercussão do caso.

No documento, a instituição informa que repudia qualquer tipo de abuso que atente à moral e aos bons costumes, e que "preza pelo ensino exclusivo da palavra de Deus e suas verdades". O pastor-presidente enfatizou no texto que, em uma das ocasiões em que um dos abusos ocorreu, a igreja optou pela exclusão do suspeito, além de ter orientado os pais das vítimas a denunciarem o crime e que, desde então, não havia tido conhecimento da reincidência de casos.



No entanto, as vítimas afirmam que, após três anos, o infrator retornou como membro, no ano de 2016, reassumindo papel da liderança. "A igreja não tinha conhecimento dos outros casos, mas a maioria das vítimas foi procurada pela igreja.

Outra, a igreja informa que, assim que soube do caso, o expulsou, mas por que ele retornou em 2016 e passou a liderar células ao lado do então pastor F[.....], mesmo questionado por uma das vítimas sobre a volta do senhor Almir ao ministério? Por que a igreja permitiu o mesmo estar no ambiente, no qual a vítima se sentia totalmente desconfortável?", desabafou um dos jovens abusados.

A vítima destaca, ainda, a falta de amparo da instituição e questiona o posicionamento da igreja, adotado à época do caso.

"Incrível. Para alguém que veemente repudia, foram bem coniventes com muitos casos, fazendo vista grossa e não respeitando de forma alguma as vítimas que ainda queriam fazer parte do ministério.

Não dando nenhum tipo de assistência, mas prezando pelo bem estar do senhor Almir, que faziam questão de enfatizar que estava de volta", concluiu um dos jovens que foram abusados.

Ainda conforme o documento divulgado, a instituição conclui que confia nas autoridades para a investigação de todas as denúncias formalizadas. O caso segue apurado, em sigilo, pela Polícia Civil do Amazonas.

Confira na íntegra a nota da igreja.

 

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Repórter de A Crítica

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