Sexta-feira, 30 de Outubro de 2020
EXAME

Enteada de homem assassinado no Tarumã não foi estuprada, diz IML

Pedreiro de 39 anos foi morto um dia depois de ter sido acusado de maus tratos e abuso sexual contra a enteada dele, de dois anos; ele foi liberado na delegacia após exame e acabou morto



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30/08/2020 às 15:44

Exames do Instituto Médico Legal (IML) não apontaram sinais de estupro em uma menina de dois anos, que morava no Tarumã, zona Oeste de Manaus. O padrasto dela, um pedreiro de 39 anos, foi assassinado depois de ter sido acusado de estuprar a criança. 

De acordo com o tenente Abraão, da Polícia Militar, que atendeu a ocorrência a respeito do assassinato do pedreiro,  a vítima tinha sido acusada pela vizinhança de ter abusado sexualmente da criança de dois anos, que foi encontrada desacordada, seminua e suja com fezes, na casa onde eles residiam, na madrugada de sábado (29).



Após ser detido e conduzido à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), o então suspeito foi sido autuado, a princípio, por maus tratos. Um exame de conjunção carnal foi solicitado pela Especializada ao Instituto Médico Legal (IML) e constatou que não houve qualquer manipulação nas partes íntimas da criança. A mãe da menina, que prestou esclarecimentos na delegacia, também afirmou que 'verificou' a menina e não percebeu anormalidades no corpo dela. O homem, então, acabou liberado.

Na manhã deste domingo, ao perceberem a janela da casa de Davy com marcas de arrombamento, moradores das proximidades perceberam o corpo dele caído ao chão, com marcas de tiros, momento em que acionaram a polícia.

Após chegar ao local, a equipe policial percebeu ao menos seis disparos de pistola ponto 40 pelo corpo da vítima, e atribuiu o homicídio como consequência da acusação sem provas.

"O crime não foi comprovado na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, no entanto, a população já está cansada de ver tantos atos criminosos e decidiu fazer justiça com as próprias mãos. Orientamos a população que acione a polícia e não cometa esse tipo de crime”, destacou o tenente Abraão.

Durante o trabalho de perícia do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), foram recolhidas cápsulas deflagradas e identificados seis tiros: um na nuca, quatro nas costas e outro no ombro da vítima. A Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS) segue em busca dos envolvidos no crime e a verdadeira motivação. O Instituto Médico Legal (IML) efetuou a remoção do corpo.

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Repórter de A Crítica

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