Segunda-feira, 13 de Julho de 2020
POLÍCIA

Empresário é acusado novamente de agressão contra ex-funcionária

A nova denunciante afirma que foi agredida por Wellington Vegas de Oliveira, 38, há dois anos



delegada_2B7D03E9-B94D-4542-930C-6C8D5077967C.JPG Delegada Débora Mafra durante coletiva de imprensa. Foto: Jair Araújo
17/02/2020 às 11:49

O empresário Wellington Vegas de Oliveira, 38, foi acusado novamente de agressão contra uma ex-funcionária no último sábado (15). Após ver nas mídias locais o caso de Camila Santana de Lima, 19, que o denunciou por abusos, uma jovem que teve a identidade preservada, procurou a sede da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) e afirmou ter sido agredida pelo homem há dois anos.

A DECCM dará prosseguimento às investigações com relação à nova denúncia. Wellington foi levado à audiência de custódia no Fórum Ministro Henoch Reis, localizado na Zona Sul de Manaus, pelo processo de Camila, mas foi liberado.



Depoimento de Camila

De acordo com a delegada Débora, Camila relatou em depoimento que foi agredida pelo chefe após se recusar a transar com  ele.

Camila disse que teve um romance de um mês com Wellington. Após se separarem, os dois fizeram um acordo de que Camila trabalharia como funcionária da barbearia do homem.

Segundo o relatado à delegada, na noite de quarta-feira (12), após o fim do expediente, quando todas as luzes já haviam sido apagadas, Wellington abordou Camila com a intenção de transar. “Mas ela negou”, disse. “É aí que ele começa a espancá-la. Deu pontapés, puxou o cabelo, e etc. Xingava ela de p*ta e‘vaga*unda’”, informou Mafra.

Nesse momento, Camila correu ao banheiro da barbearia e mandou mensagens à amiga pelo celular, por meio de aplicativo de mensagens. A amiga da vítima contatou a 22ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que foi até o local e prendeu Wellington em flagrante. “Quando a PM havia chegado ao local, Camila saiu correndo do estabelecimento e gritou por socorro”, relatou Mafra.

Durante o mês em que tiveram um relacionamento, Wellington não havia sido violento com Camila, informou a vítima.   

Amiga de Camila

No dia em que o crime ocorreu, Camila foi à DECCM junto da amiga à qual pediu socorro, que não teve a identidade divulgada. A amiga, que trabalhou junto de Camila na barbearia de Wellington, disse à delegada que também sofreu abuso por parte do empresário.

“Ela afirmou que Wellington também havia ‘avançado o sinal’ com ela”, relatou Mafra. O empresário tentou beijá-la em certa ocasião, na qual ela havia precisado falar com ele, divulgou a delegada.

A titular da DECCM afirmo que, no caso dessa vítima, não houve agressão, porque Wellington havia interrompido as investidas depois de ela pedir para que ele parasse.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.