Sexta-feira, 15 de Outubro de 2021
Linha do Tempo

Confira tudo que a polícia sabe até agora sobre ‘caso Lucas Ramon’ e o envolvimento de donos de supermercado

Morte do empresário e sargento ocorreu no início do mês, mas caso desenrolar do caso se deu nesta terça-feira



21/09/2021 às 16:40

O assassinato do empresário e sargento Lucas Ramon Silva Guimarães, então com 29 anos, ocorrido no dia 1 de setembro, teve vários desdobramentos nesta terça-feira (21). Isso porque as investigações de agentes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) levaram até um casal dono de uma rede de supermercados na capital.

Confira a linha do tempo do caso:

1º DE SETEMBRO

- O empresário Lucas Ramon Guimarães, 29, é assassinado com três tiros na cabeça, dentro de sua cafeteria, localizada na avenida Ayrão, no Centro de Manaus. Nas imagens da câmera de segurança do local, o suspeito chega ao local em uma motocicleta, entra na cafeteria e ao ver a vítima, desfere três tiros contra ele. (Confira o vídeo).

Lucas chegou a ser socorrido e levado para Hospital Santa Júlia, no entanto, não resistiu aos ferimentos.

2 DE SETEMBRO

- O velório do empresário é realizado na funerária Canaã situada na rua Major Gabriel no bairro Praça 14 de Janeiro, na Zona Sul da cidade. A cerimônia contou com presença de vários militares. Naquele dia, o delegado Cícero Túlio, do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP), afirmou que as primeiras testemunhas do crime haviam sido ouvidas, de maneira informal.

21 DE SETEMBRO:

- Equipes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) deram início à uma operação em Manaus por volta das 4h desta terça-feira (21). As equipes estavam fazendo diligências com mandados de busca e apreensão em uma rede de supermercados de Manaus. As equipes voltaram das diligências com HDs externos e aparelhos de celulares, mas até então sem nenhuma prisão.

- A Polícia divulga que o casal Joabson Agostinho Gomes e Jordana Azevedo Freire, proprietários da rede de supermercados Vitória, eram alvos da operação que investigava o assassinato do empresário Lucas Guimarães.

A polícia investigou - por meio de busca e apreensão - seis lugares: cinco supermercados Vitória e uma casa do casal. Os cartazes com os rostos dos suspeitos foram divulgados e eles foram considerados foragidos.

- De acordo com apuração da repórter Mei Shapiama, do programa Alô Cidade, da TV A Crítica, Jordana Azevedo e Lucas Ramon tiveram um envolvimento romântico após a vítima começar a prestar serviços gráficos para a rede de supermercados da qual ela era proprietária, juntamente com o marido, Joabson Agostinho.

Quando Joabson descobriu o caso, ele teria identificado, também, que a mulher estava desviando dinheiro do supermercado para repassar para Lucas.

- Segundo a Polícia, houve um possível vazamento de informações da operação policial que culminaria nas prisões do casal, que teria fugido de casa antes da chegada da polícia, conforme informado em coletiva de imprensa.

- A delegada Mirna Miranda, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) afirmou que não descartava a possibilidade de que Jordana Azevedo Freire tenha sido a mandante da morte de Lucas Guimarães. A linha de investigação da polícia é que o casal tenha contratado um pistoleiro para matar a vítima, que segundo a delegada, “não tinha envolvimento com absolutamente nada ilícito”.

Miranda declarou, também, que a motivação de Jordana em colaborar com o assassinato pode ter relação com interesse dela em permanecer com Joabson. Lucas e Jordana se conheceram em dezembro de 2020, segundo a delegada.

Segundo a delegada, a esposa de Lucas chegou a desconfiar que o militar estava mantendo relação extra-conjugal. Joabson descobriu a traição da Jordana por meio do telefone da esposa, que, não se sabe se por medo ou interesse, ficou ao lado do marido e ajudou a tramar a morte do amante.

- Por volta das 14h deste terça-feira, Jordana Azevedo Freire e Joabson Agostinho Gomes se entregaram à polícia.  Eles foram postos em celas diferentes e assinaram documentos referentes à prisão temporária.

- O advogado do casal, Raphael Grosso Filho, concedeu entrevista à imprensa e afirmou que os clientes se disseram inocentes. “Acreditamos que houve um mal entendido que será esclarecido em momento oportuno”, disse.



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