Domingo, 27 de Setembro de 2020
LUTO

Colegas de farda lamentam morte de policiais nas redes sociais

Sargento Manoel Wagner Silva Souza e o cabo Marcio Carlos de Souza foram mortos durante confronto no rio Abacaxis, em Nova Olinda do Norte



WhatsApp_Image_2020-08-04_at_18.21.39_D5DBEA6F-9205-47CB-BAC2-880B34EAE863.jpeg Foto: Divulgação
04/08/2020 às 18:26

Colegas de farda lamentam nas redes sociais as mortes do sargento Manoel Wagner Silva Souza e do cabo Marcio Carlos de Souza da Polícia Militar do Amazonas. As mensagens são direcionadas também aos familiares. Há ainda mensagens de luto com a imagem dos dois  “guerreiros”.

O cabo e o sargento integravam a Companhia de de Operações Especiais (COE), que é a tropa de elite da segurança do Estado. Eles eram considerados como os melhores, experientes e bem treinados para ações de alto risco. “Eles eram muito bons, quem sabe os melhores. Trabalharam comigo.” Disse o coronel Klinger.

De acordo com o comandante do Comando de Operações Especiais (CPE) Patrício Bruno Azevedo, o Sargento Wagner era um excelente técnico operacional e o cabo era capacitado em todas as áreas de atuação policial.  O COE  que tem como símbolo uma faca cravada em uma caveira já existe há 30 anos e esta é a primeira vez que eu seus integrantes tombam em missão. “ É a primeira baixa que temos. Pra mim é um absurdo”, disse o comandante do CPE.

Bruno Azevedo explicou a simbologia da faca na caveira, de acordo com ele é a vitória sobre a morte. Os “caveiras” como se autodenominam lamentaram a morte dos colegas pelas famílias, porém se orgulham da morte ter sido em missão  como verdadeiros heróis.  “Caveira não chora luto, ele vai pra cima do inimigo e cumpre a sua missão," destacou o coronel Amadeu Soares.

O coronel Claudio Silva é um caveira e lamentou a morte dos colegas. Para ele, para ser um caveira exige muito treinamento, a preparação é exaustiva. “ Essa nossa farda preta é a nossa segunda pele” disse.

De acordo com que foi apurado até o momento, os policiais foram vítimas de uma emboscada assim que desembarcaram na comunidade Terra Preta, localizada no rio Abacaxis, município de Nova Olinda do Norte. 

A missão dos policiais começou no domingo e o o objetivo era pender um homem identificado como “ Bacurau” e sua mulher “Maria” que já 12 dias atiraram contra Saulo Moyses da Costa, 36,  e ainda ameaçaram tocar fogo em sua embarcação. A vítima estava no local praticando pesca esportiva.

A polícia trabalhavam a hipótese de que os comunitários de Terra Preta tenham sido avisados, antes da chegada da força policial e preparado a emboscada que resultou na morte dos dois policiais e no ferimento de mais dois. A polícia já investiga a participação de policiais no  caso.



Os dois Caveiras estão sendo velados no Oratório Policial Militar, Complexo do Comando Geral da PMAM - Petrópolis, o sepultamentos serão divulgados posteriormente nas mídias sociais, tão logo haja uma definição.

Repórter de A Crítica

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