Domingo, 27 de Setembro de 2020
AGREDIDA

Cobradora denuncia agressão de motorista de ônibus; os dois foram afastados

A cobradora alega ter sido agredida com dois tapas no rosto pelo motorista do ônibus, durante o serviço. A Eucatur decidiu afastar os profissionais para averiguar o caso



eucatur-manaus-1_47AEE357-EB2B-4F01-B18F-6CB11B16FCF8.jpeg Foto: Arquivo
05/08/2020 às 12:39

Uma cobradora, que teve a identidade preservada, relatou à imprensa, na noite desta terça-feira (4),  que foi agredida com dois tapas no rosto por um  motorista de ônibus, durante o serviço. O coordenador de Recursos Humanos (RH) da Eucatur informou que os dois profissionais encontram-se afastados do trabalho conjunto, e, que, até o momento, a profissional não apresentou uma cópia do Boletim de Ocorrência (BO) que teria sido registrado  sobre o caso.

Segundo a cobradora, um homem havia entrado no ônibus, na ocasião da ocorrência, com uma máquina de cortar capim. “Ele pagou a passagem dele, girou a catraca e pediu para descer por trás”, disse.



Ao chegar no ponto de desembarque do passageiro, a condutora apertou um botão, acionando o motorista para que ele abrisse a porta do veículo, o que foi feito uma parada depois. “Quando chegamos no final da linha, eu fui conversar com o motorista e perguntei porque ele não tinha aberto a porta. Ele já veio falando: ‘faça o seu trabalho, sua vagabunda’. Eu desci. Ele já veio com ignorância para o meu lado, me agredindo. Me deu dois tapas no rosto e duas porradas no meu braço”, relatou. 

Ela disse, ainda, que passou mal e foi socorrida por colegas de trabalho. “Sou muito grata a eles”, informou. Ao ligar para a empresa, a companhia disse à cobradora que ela deveria tomar as devidas providências, conforme a profissional.

A cobradora afirmou, também, que um colega de trabalho, que trabalhou com o suspeito, relatou que o mesmo apresentou o mesmo problema, de recusa ao abrir as portas do veículo quando solicitado, anteriormente. “Pra trabalhar na linha 500 e 550, tem que ter uma parceira entre colegas de trabalho, porque se ocorrer um assalto e o motorista não abrir a porta, com certeza o cobrador vai morrer”, disse. 

A cobradora trabalhava na empresa de transporte coletivo há oito anos. “Eu quero Justiça, porque nenhuma mulher merece apanhar”, afirmou. 

À equipe de reportagem, a equipe de RH da Eucatur informou que averiguará o caso, com o intuito de confirmar a ocorrência. “De forma nenhuma aceitamos discussões e muito menos agressões”, disse Érico Frota, coordenador do RH. 

Ele informou que ainda não há como passar um posicionamento sobre a denúncia, visto que a cobradora ainda não apresentou uma cópia do BO sobre o caso.

A cobradora foi nesta quarta-feira (5) à sede da empresa, para conversar sobre o ocorrido. Frota estipulou que o caso deve encontrar maior resolução até sexta-feira (6).


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