Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020
SOLIDARIEDADE

Campanha de financiamento coletivo apoia mulheres marajoaras que vivem em periferias

Dinheiro arrecadado será destinado a ações integradas em apoio a mulheres marajoaras e suas famílias, por meio da criação de uma rede de cuidado e informação



Foto_Mulheres_Marajoaras_275B4D4A-B5C2-4B48-BCE6-6DCA0FF1DD4E.jpg Foto: Divulgação
13/05/2020 às 19:25

Com o objetivo de apoiar mulheres marajoaras em situação de vulnerabilidade social, o Observatório Marajó lança campanha de financiamento coletivo online. O projeto ‘Rede de Apoio a Mulheres Marajoaras em Movimento’ pretende auxiliar mulheres que se deslocaram de comunidades da região do Marajó e hoje vivem nas periferias de Belém do Pará, em situação de instabilidade financeira agravada pela pandemia da Covid-19.

A iniciativa foi aprovada pelo edital nacional Matchfunding Enfrente, e as doações podem ser feitas a partir da plataforma de financiamento colaborativo Benfeitoria, que através do Fundo Enfrete triplica cada valor doado.



O dinheiro arrecadado será destinado a ações integradas em apoio a mulheres marajoaras e suas famílias, por meio da criação de uma rede de cuidado e informação. Além disso, o recurso irá beneficiar 25 mulheres com um auxílio emergencial no valor de R$ 400 durante dois meses.

De acordo com a gestora de projetos do Observatório, Micaela Valentim, a rede será um espaço de cuidado e de solidariedade para que essas mulheres possam enfrentar, com apoio emocional, as consequências do afastamento físico das suas famílias que ainda vivem no Marajó.

“O auxílio financeiro, objetivo principal da arrecadação da campanha de financiamento, será um apoio efetivo para essas mulheres, principalmente nesse cenário da pandemia onde elas são as mais vulnerabilizadas”, afirmou a gestora.

Desigualdade

As mulheres marajoaras convivem constantemente com a ideia de deslocamentos como estratégia de acesso a direitos e oportunidades, haja vista que, a região do Marajó apresenta baixos índices de desenvolvimento humano e acesso as políticas públicas. 

Sem oportunidades, a população feminina que vive nessas comunidades afastadas e sem acesso, é constantemente vulnerabilizada por uma cultura ainda muito machista, onde a escassez de informação e a dificuldade logística inviabiliza o acesso às principais políticas públicas voltadas ao público feminino, tais como delegacias e hospitais da mulher. 

Em busca de melhores condições de vida, muitas migram para as capitais mais próximas como Belém e Macapá, e ainda assim seguem vulnerabilizadas. No cenário de pandemia, essas mulheres estão triplamente expostas ao coronavírus, na pobreza urbana e sem uma rede de apoio, ficam reféns do ciclo de informalidade no trabalho, sem direitos trabalhistas, a insalubridade de suas casas e a vulnerabilidade social.

Para a articuladora local do projeto, Andreyna Teles, a rede de apoio será essencial para a adaptação dessas mulheres que migram para as cidades.

“Se tivesse pessoas que pudessem ajudar mulheres que se deslocam de interiores pra cidade, ajudando-as de alguma forma para conseguir emprego, entrar em uma faculdade, fazer cursos técnicos, enfim, seria uma garantia de um emprego melhor e um sustento a família”, explica Andreyna, também marajoara. 

Como doar

As doações devem ser feitas pela internet até dia 31 de maio. A meta é a arrecadar R$ 31 mil para garantir o apoio financeiro por pelo menos dois meses para as mulheres da rede. As doações são a partir de R$ 10,00 e podem ser pagas por cartão de crédito ou boleto.

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