Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
ESFORÇO E GANHO

Prodígios do jiu-jítsu realizam preparação especial no wrestling para o ADCC 2021

Dois jovens fenômenos do jiu-jítsu nacional, Micael Galvão e Alessandro Botelho mergulham de cabeça no wrestling visando o maior campeonato de luta agarrada do mundo



WhatsApp_Image_2019-10-18_at_22.29.26_23178FFF-D5DC-4572-8A41-269D965B1B5D.jpeg Foto: Sandro Pereira
20/10/2019 às 08:27

No universo das lutas, existem diversos campeonatos que elevam o nível de exigência técnica e física dos seus participantes. Sem dúvidas o Abu Dhabi Combat Club (ADCC), conhecido por ser o maior torneio de luta agarrada do mundo, reúne a ‘nata’ em termos de nível técnico dos atletas. Os maiores nomes do jiu-jítsu nacional e internacional já deixaram sua marca na competição: Royler Gracie, Ronaldo ‘Jacaré’, Demian Maia e Fabrício Werdum são alguns dos brasileiros que sagraram-se campeões no torneio sem quimono.

O professor de wrestling Anderson Alves, da Amazonas Clube da Luta, conhecido por formar grandes atletas da modalidade, mira preparar dois alunos para participar do ADCC 2021. Trata-se de dois prodígios da arte suave, Micael Galvão e Alessandro Botelho, ambos de 16 anos e na faixa azul de jiu-jítsu.



“Na verdade, os dois são alunos do mestre Melqui Galvão e fazem a preparação específica do wrestling comigo. Isso porque, o mestre Melqui passou um ano nos Estados Unidos e lá ele viu que mesmo no alto nível do jiu-jítsu, faltava uma ponte entre a parte em pé e a luta no solo”, afirmou Anderson Alves sobre a importância dos treinos de wrestling para facilitar a parte da aplicação de quedas.

“Geralmente a galera se prepara apenas para o evento, com um mês, dois meses de antecedência. Os garotos estão com a mentalidade de que quando os outros começarem a se preparar já estarão atrasados, para eles já saírem na frente dos adversários”, concluiu Anderson a respeito do longo período de treinos que os atletas terão. No total serão dois anos voltados para melhorar o jogo de wrestling das duas feras. 

Faixa azul temido 

Micael Galvão, filho do mestre Melqui Galvão, possui uma trajetória meterórica no jiu-jítsu. Com apenas 16 anos, o faixa azul manauara é o maior destaque da região quando se leva em conta idade e técnica. O jovem acumula a impressionante marca de 106 vitórias seguidas, 103 dessas foram por finalização. Um verdadeiro ‘monstrinho’ dos tatames.

“Senti a necessidade de fazer a preparação na parte em pé e o professor Anderson está ajudando muito nessa parte com o wrestling. Participar do ADCC é um plano de longa data. Via os caras que admiro e pensava que queria estar lá também” revelou Micael que certamente dará muito trabalho para os atletas nos quais ele se espelha.

Ele comentou a importância do wrestling especificamente para as lutas sem quimono, como são realizados os combates no ADCC.

“Vejo muitos atletas grandes participando e não tendo êxito por não ter uma boa base de luta em pé ou por não terem um bom conhecimento do No-Gi (modalidade sem quimono). O atleta do jiu-jítsu nunca foi ensinado a derrubar, no máximo uma ou duas quedas, não tem o costume de trocar em pé”, analisou a respeito dos competidores convencionais de jiu-jítsu. 

O atleta também explicou que os resultados já estão aparecendo em campeonatos de wrestling na região. 

“Participei do Campeonato Amazonense de Beach Wrestling, em Agosto, e deu tudo certo lá. Consegui o primeiro lugar do campeonato na categoria adulta, com apenas dois meses de treino específico no wrestling”, disse o atleta. 

De Castanhal ao ADCC  

Outro atleta que é visto como destaque na Região Norte é o peso-leve Alessandro Botelho. Paraense de Castanhal, ele sagrou-se bicampeão brasileiro neste ano e também pretende ampliar sua força no cenário internacional disputando o ADCC. 

“Estou treinando jiu-jítsu há oito anos, mas foi apenas em 2019 que a coisa ficou mais séria, decidi sair da minha cidade para Manaus e aqui já tive várias experiências que me fizeram crescer como atleta”, afirmou sobre a decisão de treinar em solo baré. 

O jovem também destacou que já enxerga os resultados dos treinos de wrestling e que pretende se tornar um atleta cada vez mais completo. 

“Quem quer se destacar tem que saber estar sempre à frente, geralmente as lutas de jiu-jítsu começam com alguém puxando para a guarda (ato de envolver o oponente com as pernas), é importante saber derrubar”, disse Alessandro que atualmente mora no alojamento da academia do mestre Melqui Galvão, a Alliance.

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