Terça-feira, 02 de Março de 2021
Vitória nos tribunais

Pleno do STJD aceita recurso e absolve Tarumã da perda de pontos na Série B

À época, a segunda instância do TJD-AM havia definido que o Lobo do Norte perdesse seis pontos por ter levado seus atletas ao Floro de Mendonça sem a apresentação dos laudos médicos para Covid-19



123379415_1553419451507902_1343150877158512301_n_55659FD8-7E81-49B1-88ED-C6215BAF2301.jpg Foto: Laiza Balieiro/Tarumã
14/01/2021 às 21:27

Revivendo a novela que movimentou a Série B do Barezão, o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) definiu na tarde de quinta-feira (14), pela absolvição do Esporte Clube Tarumã, que havia sido penalizado pelo Pleno do TJD-AM com a perda de seis pontos, de acordo com o artigo 214 do CBJD. Na ocasião, o Lobo do Norte foi punido por ter levado seus atletas para o confronto contra o JC - ainda na primeira rodada do certame - sem a apresentação dos exames para Covid-19.

Representante do Tarumã no julgamento, o advogado Maurílio Filho falou com a reportagem sobre o resultado e afirmou que o clube sempre buscou uma solução para a entrega dos laudos.

“O primeiro grande ponto, o Tarumã sempre buscou cumprir todas as regras e, desde o primeiro momento, foi buscado junto à direção da Federação Amazonense de Futebol a solução dessa situação dos exames. Então com a demonstração disso, o Tarumã foi absolvido, primeiro de ter escalado jogador irregular e segundo de ter descumprido o regulamento”, disse.

Com esta decisão, o Tarumã deixaria de perder os pontos que o fez cair para a quarta posição da “Segundona” e não teria que decidir uma das vagas no Barezão 2021 jogando fora de casa e sem a vantagem do empate. Com a disposição da tabela, o Lobo do Norte permaneceria com 11 pontos, seguido pelo JC com 10, Clipper com oito e o Rio Negro fechando o G4 com sete pontos. Desta forma, a configuração das semifinais seria diferente.

Em vez do JC, o Lobo do Norte teria pela frente o Galo da Praça da Saudade e a vantagem de jogar pelo empate. Toda essa “perda” de oportunidade é usada como argumento pela defesa do clube (perdas e danos), que neste primeiro momento, ainda pretende conversar com a Federação Amazonense de Futebol para buscar uma solução.

“No primeiro momento buscaremos a Federação, pois como fomos prejudicados, entendemos que o Tarumã deva jogar o Barezão da Série A. Depois, pretendemos conversar com a entidade sobre as perdas e danos que o Tarumã teve. Vamos tratar isso de uma maneira administrativa. A federação já deve ter sido notificada e esperamos que a melhor solução seja dada ao caso”, afirmou.

O advogado do clube garantiu que, caso a Federação não queira acatar a possibilidade de o Tarumã jogar a Série A ou que seja refeita as partidas das semifinais, a única medida será o clube buscar seus direitos na justiça comum.

“Nós, como uma tentativa de reatar esses laços, iremos conversar com a federação. Mas nós entendemos que, se a entidade não acatar a solução de colocar o Tarumã na Série A, ou então realizar um novo confronto (semifinal), fazer algo com esse propósito, caberá ao Tarumã ir para a justiça comum, isso autorizado pelo STJD, o que geraria um dano ainda maior”, determinou o advogado do clube no caso.

Cronologia

Na decisão do último dia 30 de outubro, da 3ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM), foi decidido por 3 votos a 2 que o Tarumã perdesse 57 pontos de acordo com o artigo 214 do CBJD. Recorrendo da decisão, o Pleno do TJD reviu a pena e, de forma unânime, diminuiu a perda para seis pontos. Após o encerramento da “Segundona” dentro de campo, terminando com o acesso de Clipper e JC de Itacoatiara, o Pleno do STJD decidiu na quinta-feira (14) pela absolvição da perda de pontos que tirou o Tarumã da liderança e da possibilidade de jogar pelo empate nas semifinais.

“Como o Tribunal não concedeu efeito suspensivo da primeira para a segunda decisão, o Tarumã ficou desamparado neste ponto e o efeito suspensivo foi reconhecido pelo STJD. E aí aconteceu a grande virada, porque as outras equipes se beneficiaram, umas em menor e outras em maior grau. Salvo engano, o JC por exemplo, que seria a segunda melhor campanha, ficou como a primeira. O Tarumã ficou prejudicado por não poder jogar em casa e ainda perdeu a vantagem de jogar pelo empate”, concluiu Maurílio.



Repórter de A Crítica

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.