Terça-feira, 14 de Julho de 2020
Longe de casa

Lutador do AM, Rogério Luz conquista a Rússia com arte suave e força de vontade

O faixa marrom de jiu-jítsu mora no país há quase um ano e planeja migração para o MMA



ROGEEEERIO_EA09BF00-0A11-427D-9116-1643893C278C.JPG Foto: Reprodução / Instagram
13/04/2020 às 13:10

Conhecido como um dos grandes celeiros mundiais do jiu-jítsu, o Amazonas segue revelando talentos da arte suave para o mundo todo. Curiosamente a Rússia - país de cultura e condições climáticas extremamente diferentes do estado - tem se tornado um lugar atrativo para os guerreiros barés. Seguindo o exemplo de grandes nomes amazonenses das artes marciais como: Klidson Abreu, Dileno Lopes e Cleverson Carrilho, o jiujiteiro Rogério Luz também faz seu caminho na luta pelas terras frias da ex União Soviética. Buscando tornar-se o próximo Czar - título usado pelos reis na monarquia russa - de sua geração na modalidade,  aos 22 anos, o cria da comunidade Nossa Senhora de Fátima 2 (Zona Leste), mora há quase um ano no país e já ganhou diversas medalhas nos tatames.

“Pra chegar aqui, tive que ganhar uma competição na Colômbia, onde a segunda etapa era aqui na Rússia, um mês depois. Quando cheguei aqui, fui me adaptando, fazendo amigos, não era meu plano inicial ficar aqui de vez. Só que fui obtendo bons resultados em competições e foram me oferecendo oportunidades”, destacou o pupilo do mestre Robert Castro, da GFTeam Norte Fight em Manaus. 



O amazonense conta que o atrativo financeiro de viver do jiu-jítsu em outros países é grande. Principalmente pelo valor da premiação em campeonatos e também por uma maior valorização neste quesito aos professores. Ele revela que após conquistar seu título de campeão mundial na faixa-marrom, em 2019, muitas portas se abriram. 

“Após eu me sagrar campeão mundial aqui na Rússia, recebi uma boa grana e surgiu outra competição no Cazaquistão. Decidi investir para participar, ganhei e recebi uma proposta para trabalhar por 4 meses lá. Consegui juntar um dinheiro e voltei para Moscou”, conta o atleta da categoria até 77 kg, que passou a maioria de seus dias na capital do país, mas atualmente mora em Makhachkala, cidade que fica a 1, 6 mil quilômetros de Moscou.

Novos Planos

Almejando voos cada vez mais altos dentro das artes marciais, Rogério não pretende limitar-se apenas ao jiu-jítsu e esse ano daria o primeiro passo em direção a um novo ‘império’: o MMA. Porém, com a pandemia de Coronavírus e o cancelamento de eventos esportivos, precisou adiar sua estreia na modalidade.

“Aqui eu tive uma tranquilidade maior para focar na minha carreira profissional nas lutas. No Daguestão (região em que a cidade do amazonense fica), existem muitos atletas de ponta no MMA e percebi que a valorização é muito grande. As artes marciais mistas seriam uma forma de conseguir ajudar ainda mais minha família que está em Manaus”, comentou o faixa marrom da arte suave, que precisou refazer seus planos e está ‘se virando’ com as despesas enquanto não consegue obter renda das lutas. 

“Esse mês minhas finanças foram afetadas, eu dependo das competições e aulas. Agora parou tudo e ficou apertado. Eu moro na academia onde treino, pago uma taxa por mês somente para as despesas. Estou me mantendo com o que consegui economizar. Mas quando tudo isso passar e tenho certeza que vai, vou encarar essa nova jornada no MMA”, concluiu o jovem guerreiro, que pretende ter uma nova ‘coroa’ sobre a cabeça.

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Repórter de A CRÍTICA

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