Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020
REFORÇO

Luizinho Lopes, novo técnico do Manaus: ‘Prazer enorme'

Apresentando, treinador potiguar participou de entrevista coletiva no canal oficial do Gavião no YouTube. Primeiro treino foi realizado na sequência visando o duelo contra o Botafogo-PB, pela Série C do Brasileiro



photo5021655280240404613_BF6C22B2-66E6-41FB-B42D-36941F21F416.jpg Foto: Winnetou Almeida
13/08/2020 às 17:29

Na tarde desta quinta-feira (13), Luizinho Lopes concedeu sua primeira entrevista como novo treinador do Manaus FC. Após a saída de Welington Fajardo, o potiguar vem para seu primeiro trabalho na Região Norte como comandante principal - em 2014, Luizinho foi auxiliar técnico de Roberto Fernandes no Remo-PA. Seguindo as recomendações de prevenção da Covid-19, o primeiro contato do novo treinador com a imprensa aconteceu através do canal oficial do Gavião no YouTube.

Com 38 anos de idade, o último clube de Luizinho foi o Uberlândia-MG. “Primeiramente, agradeço à presidência do clube e toda a diretoria. É um prazer enorme estar participando desse projeto, gosto de desafios. Vejo que o Manaus tem um futuro enorme pela frente. Sou um jovem treinador querendo crescer e dar sequência na carreira”, afirmou o novo comandante do Gavião do Norte, que está em sua quinta temporada como técnico.

Na coletiva, Luizinho Lopes falou sobre a experiência na Série C do Campeonato Brasileiro, principal desafio do Manaus na atual temporada. Esta será a terceira vez que o técnico disputa a divisão. O ‘novato’ também avaliou o elenco do Gavião do Norte, as ideias para o trabalho que se inicia e a ausência da torcida neste primeiro momento no novo clube. Confira outros pontos citados na entrevista.

Experiência em Série C

“Subi com o Globo-RN (da Série D para a Série C) quando o clube tinha apenas quatro anos de vida. Uma história parecida com a do Manaus, que subiu em seu sexto ano. Após a final do Brasileiro em 2017, pelo Globo, em 2018 disputei a Série C pelo Confiança-SE, onde lideramos, praticamente, toda a competição. Ano passado também estive na Série C pelo Treze-PB e em 2020 será meu terceiro ano na divisão. Temos uma experiência. Estamos em um grupo com clubes tradicionalíssimos. Mas o Manaus tem como proveito uma base solidificada”.

Semelhanças com último trabalho

“Muito me encantou a forma que o Manaus nos procurou. O clube foi muito criterioso na escolha. No meu último clube (Uberlândia-MG), a nossa distribuição tática com a bola e sem a bola era bem semelhante. Até parabenizo o trabalho do Fajardo, que ficou marcado na história. Vamos herdar uma estrutura, mas, obviamente, temos nossas concepções de pensar futebol. Aos poucos, vamos implantando nossos conceitos. Não posso desprezar essa sequência vitoriosa no clube”.

Conhecimento do Manaus

“Já tive oportunidade de estar analisando atletas que estavam envolvidos na final entre Brusque-SC e Manaus. E desde o nosso acerto, já procurei assistir ao último jogo, ao jogo contra o Coritiba... Foi tudo muito rápido. Até ontem ainda estava vinculado ao Uberlândia-MG. Ao mesmo tempo, já fui estudando a história do Manaus e analisando o elenco. Agora, com mais tranquilidade, vou conhecer ainda mais o clube”.

“Trabalharam comigo (do elenco do Manaus) o Diogo Peixoto, que esteve recentemente comigo no Uberlândia-MG, o Márcio Passos, quando ele esteve em passagens por América-RN e no ABC-RN. Nas primeiras vezes, eu ainda era auxiliar. Os dois trabalharam conosco, mas conhecemos vários outros que a gente já acompanha e monitora. Alguns da região conheço menos, mas em um espaço curto de tempo eu já consigo memorizar todo mundo”.

Estilo de jogo

"Eu dou muita atenção para todas as fases e momentos do jogo. Transição defesa-ataque, organização defensiva, as bolas paradas... Treinamos com muito cuidado todos os aspectos. A gente tem um modelo padrão, mas precisamos ficar moldando isso para as características dos jogadores, mas a maneira que eu aprecio o futebol é um futebol vistoso, com apoio ofensivo, troca de passes. Sem a bola, a gente precisa ter uma equipe mais compactada, quando você tem isso conseguimos explorar o espaço nas costas do adversário.

Então, a gente procura equilibrar de tudo um pouco. As nossas sessões de treinamentos são pautadas em aprimorar a qualidade técnica dos jogadores".

Ausência da torcida

“Podemos tirar proveito (do clima) da região para as equipes sofrerem aqui. Uma pena que não vamos poder contar com o nosso torcedor. Umas das coisas que mais me encantaram nesse convite do Manaus é que o clube já cresce grande, no sentido de ter torcedor. O povo de Manaus abraçou o Manaus. É um clube jovem que já nasce colocando 45 mil pessoas em uma final de Brasileiro. Não vamos ter esse calor do torcedor que está empolgado, mas temos outras características como as viagens longas e o clima, que estamos acostumados. Tudo isso é relacionado às estratégias”.

Conhecimento do futebol nordestino

“Tem muitas equipes do Nordeste no nosso grupo, que já enfrentei diversas vezes. Espero que eu possa contribuir com minha experiência, até para ajudar na logística, no entendimento da região de onde vamos jogar, sabendo características de cada clube. A gente conhece bem os jogadores daquela região. Prometo muita dedicação exclusiva ao clube. O resultado a gente não consegue controlar, mas a gente consegue trabalhar muito para se aproximar de um bom trabalho”.



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Repórter do Craque
Jornalista em formação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e repórter do caderno de esportes Craque, de A Crítica. Manauara fã da informação e que procura aproximar o leitor de histórias – do futebol ao badminton.

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