Terça-feira, 07 de Dezembro de 2021
Dança

Instituição Arte Sem Fronteiras alcança o segundo lugar no Festival de Dança de Joinville

Grupo amazonense de dança se tornou vice-campeão na categoria “Danças Populares Brasileiras, Duo Sênior”, com o espetáculo “Jurema — Filhas de Tupinambá”



WhatsApp_Image_2021-10-10_at_12.03.51_D451A157-2057-4575-B778-A0D20A4B16FD.jpeg Espetáculo apresentou os costumes e crenças do povo Tupinambá com influência das religiões de matriz africana (Foto: Reprodução/Instagram)
10/10/2021 às 11:53

A Instituição Cultural Arte Sem Fronteiras (AM) conquistou a segunda colocação no 38° Festival de Dança de Joinville na categoria “Danças Populares Brasileiras, Duo Sênior”. O espetáculo “Jurema — Filhas de Tupinambá”, do coreógrafo e fundador da companhia, Wilson Júnior, divide o pódio da competição com grupos de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. O evento teve início no dia 5 de outubro e vai até o dia 16 do mesmo mês.

Os bailarinos Bruno Sousa e Rayana Fortes apresentaram a coreografia no palco do Centreventos Cau Hansen, em Joinville. A proposta do espetáculo foi apresentar os costumes e crenças do povo Tupinambá com influência das religiões de matriz africana.

De acordo com Wilson Júnior, a apresentação no palco foi uma verdadeira batalha e agradeceu às pessoas que apoiaram o projeto rumo ao Festival de Dança de Joinville.

“Travamos uma batalha no palco. Nada foi fácil, as dificuldades de chegar até aqui são muitas. Por pouco não ganhamos o título, mas estamos felizes em dividir o palco com os melhores do Brasil e mostrar nossa força representando o Amazonas e toda a cultura popular do Norte. Agradeço aqueles que acreditam na Instituição Cultural Arte Sem Fronteiras”, comentou.

Realização e nervosismo

O processo de elaboração da coreografia precisou ser adaptado diante da realidade imposta pela pandemia da Covid-19. Entretanto, isso não diminuiu a vontade do Arte Sem Fronteiras em representar o Amazonas na maior competição de dança da América Latina.

A bailarina Rayana Fortes ressalta que se apresentar no Festival de Dança de Joinville foi a realização de um sonho.

“Desde criança, quando comecei a dançar, já queria participar. O festival é grande no universo da dança. Tudo se resume em uma emoção inexplicável, desde quando somos selecionados até chegar nesse palco gigante, que nos faz sentir tão pequenos e, ao mesmo tempo, gigantes. Foi emocionante trazer esse troféu para o Arte Sem Fronteiras”, reiterou.

O bailarino Bruno Sousa disse que ficou nervoso momentos antes da apresentação, mas conseguiu superar mais um desafio na carreira artística.

“Digo que o palco do Festival de Dança de Joinville foi o maior pelo qual passei. Quando cheguei no camarim, o nervosismo começou e isso aumenta quando chegamos no palco, mas eu e minha parceira arrasamos e conseguimos o segundo lugar. O público reconhece nosso esforço e aplaudem a gente de pé, algo que não tem preço”, concluiu.

Sobre o projeto

A Instituição Cultural Arte Sem Fronteiras, como um projeto social, aos poucos ganhou reconhecimento artístico e hoje tornou-se uma referência em dança no Amazonas. O grupo trabalha estilos de dança como balé, jazz, contemporâneo, populares (boi-bumbá, carimbó e afro) e dança moderna.

Ao longo de sua trajetória, o Arte Sem Fronteiras coleciona participações em diversos eventos, entre eles o Festival de Dança de Joinville (SC), Festival Folclórico de Parintins, Festival Folclórico do Amazonas, o Toronto International Brazilfest, no Canadá, o Festival de Dança do Amazonas e o Festival da Cultura Brasileira em Viena, na Áustria.

Com a supervisão coreográfica de Wilson Júnior, o Arte Sem Fronteiras trabalhou ao lado de artistas como James Rios, Márcia Siqueira, Klinger Araújo (In memoriam), Lucilene Castro; e esteve em 2018 e 2019 com o Boi-Bumbá Caprichoso.



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