Terça-feira, 20 de Outubro de 2020
MÚSICA

Nova edição do Festival Amazonas de Ópera será em formato digital

Evento acontece entre os dias 1º e 30 de novembro com foco na produção brasileira



show_1_41C7A55B-43E8-458F-B451-228527DC3281.jpg Foto: Divulgação
21/09/2020 às 15:53

Em 1997, o público amazonense ganhou aquele que se tornaria um dos principais eventos culturais do Estado: o Festival Amazonas de Ópera (FAO). Realizado todos os anos (exceto em 2015, quando não houve edição) entre abril e maio, a edição do festival deste ano, por conta da pandemia, teve de sofrer mudanças.

Pela primeira fez o FAO será realizado em novembro, de 1º a 30 do mês, e em um formato digital. Com foco na produção brasileira, o festival contará com três novas óperas que serão gravadas de maneira remota e transmitidas pela internet.



Foram convidados para o projeto os compositores Leonardo Martinelli, Eduardo Frigatti e Piero Schlochauer. As óperas de câmara terão a parte instrumental gravadas pelos músicos da Amazonas Filarmônica no palco do Teatro Amazonas, enquanto os cantores vão gravar suas partes em casa, orientados pelas direções cênica e musical.

A programação inclui ainda recitais de canto, também dedicados à música brasileira. Segundo o maestro Luiz Fernando Malheiro, diretor artístico do festival, o objetivo foi abrir espaço apenas para artistas brasileiros, uma forma de ajudar neste momento em que toda a cadeia produtiva da música no país foi afetada pela pandemia.

O festival será bancado por patrocínios privados. “O governo teve a sensibilidade nesse momento de pandemia de preservar a estrutura da cultura no estado, sem diminuições nas equipes. Mas esse é um momento delicado, de queda na arrecadação, que afeta diversos setores, e por conta disso é muito importante poder contar com o aporte privado para o festival”, explicou o secretário de Cultura e Economia Criativa do Amazonas Marcos Apolo.

Os corpos estáveis do Teatro Amazonas retomaram em agosto sua programação presencial, mas apenas com apresentações de câmara. “São concertos semanais, como os que fazemos na temporada normalmente, mas com formações pequenas, de até nove artistas no palco. Criamos um rodízio de forma que todos os músicos da orquestra participem e tenho certeza de que essa dedicação à música de câmara terá consequências na própria qualidade da orquestra quando tudo passar e for possível voltar a tocar em formações maiores”, concluiu o mastro Luiz Fernando Malheiro.

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