Publicidade
Entretenimento
DANÇA

Espetáculo ‘Plutão (Já foi planeta)’ estreia no Teatro Amazonas na próxima terça (15)

A montagem, com entrada gratuita, tem coreografia de Rodrigo Vieira e é executada pelo Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas 11/08/2017 às 14:00 - Atualizado em 11/08/2017 às 14:02
Show 1
Foto: Ruth Jucá/Divulgação
acritica.com

Subitamente desprestigiado em relação aos outros astros celestes, Plutão serve de mote para uma série de indagações sobre o que nos conduz à morte e a qual sistema pertencemos, numa abordagem das crises sociais contemporâneas, na nova montagem do Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas.

Trata-se do espetáculo de dança Plutão (Já foi planeta), que estreia em nova fase na próxima terça-feira (15), às 20h, no Teatro Amazonas, com entrada gratuita. A montagem, com coreografia de Rodrigo Vieira e execução do Balé Experimental, sob a direção de Monique Andrade, abre a segunda temporada do projeto Alma de um Poeta, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura.

A montagem se baseia no poema “Tempo de Uiaúa”, do amazonense Anibal Beça, e leva ao palco, por meio da dança, uma reflexão crítica sobre a situação das minorias sociais estabelecendo uma relação entre elas com Plutão, considerado Planeta Anão em 2006, por não se adequar ao tamanho associado a essa categoria. A leitura abrange ainda o discurso astrológico, que afirma que o astro celeste também revela todos os problemas de um indivíduo, fazendo-o conhecer do inferno ao divinal.

A história de Plutão e seu rebaixamento no Sistema Solar serviu de referência para que Vieira e os bailarinos da companhia buscassem o seu “inferno” e o seu “divino”, na construção do arcabouço da obra. “Fiz uma comparação do planeta com as classes excluídas, que são marginalizadas pela sociedade, como os negros, as mulheres, os homossexuais e todos os que enfrentam dificuldades para serem respeitados e que necessitam ter representantes em todos os setores sociais”, destaca o bailarino e coreógrafo.


Foto: Ruth Jucá/Divulgação

A luta por aceitação e representatividade são temas presentes na contemporaneidade, na visão de Vieira, que reafirma sua pesquisa coreográfica relacionando essas questões a uma das enigmáticas frases do poema de Anibal Beça: “O rio onde os peixes nascem é o mesmo que os mata”.

Plutão (Já foi planeta) será reapresentado nos dias 30 e 31 de agosto, às 19h, no Teatro da Instalação, localizado na rua Frei José dos Inocentes, S/Nº, Centro, com entrada franca.

Alma de um poeta

Iniciado em 2015, durante um workshop do Corpo de Dança do Amazonas para o Balé Experimental, o projeto Alma de um Poeta de Dança Contemporânea tem como proposta de homenagear escritores e poetas amazonenses renomados. Um olhar crítico e filosófico sobre as entrelinhas do poeta convidado.

O movimento da escrita do autor, a multiplicidade de ritmos e imagens, que transcrevem o homem amazônico, refletindo sobre os aspectos humano, sustentável, cultural e social se refletem nos movimentos de dança do corpo de balé.

A partir de pequenas performances, o projeto foi sendo construído, inscrito no Ministério da Cultura e aprovado em 2016. Obteve, ainda, aprovação junto ao Boticário na Dança, pelo qual foi patrocinado e lançado, e hoje conta com uma média 14 espetáculos realizados, apenas na primeira temporada realizada de março a julho deste ano, com uma estimativa de quase 2 mil espectadores.

O projeto envolve desde oficinas de danças contemporâneas até palestra e espetáculos no Teatro Amazonas, Teatro da Instalação, Sumaúma Park Shopping e Centro Cultural dos Povos da Amazônia, e nesta nova fase, de acordo com Vieira, apresenta novas experimentações, para que cada um possa ser ‘tocado’ de forma especial, de acordo com a leitura que fizer do espetáculo.

Bailarino

Natural de Manaus, Rodrigo Vieira é bailarino do Corpo de Dança do Amazonas (CDA) desde 2013. Seu envolvimento com a dança tem início em 1998, na Escola de Dança da Primeira Igreja Batista da Restauração em Manaus - PIBREM. Formado em Dança pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e graduando em Fisioterapia pela Universidade Paulista-UNIP/AM, seu maior envolvimento com a dança iniciou em 2000, na Escola Profissional de Ballet Clássico Sarene Lima – EPBCSL. Já atuou com grandes nomes do cenário da dança no Brasil como Roseli Rodrigues, Toshie Kobayashi, Ivonice Satie, Luis Arrieta entre outros.


Foto: Ruth Jucá/Divulgação

Integrou a Cia Arnaldo Peduto, foi coreógrafo da Cia Casarão de Dança dirigida por Ana Laura Stone. Em 2012, fundou o Studio Arte 21 e também foi coordenador da Cia Rodrigo Vieira, ambas premiadas em eventos na cidade. Em 2013, participou como bailarino do Prêmio Funarte de Circulação Nacional pela Cia Intérpretes.

Nos últimos anos, tem ministrado cursos de Jazz e de Balé Clássico na dentro e fora de Manaus e vem atuando como coreógrafo do Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas.

Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas – Com 13 bailarinos, com idades entre 17 e 22 anos, a companhia possui ex-alunos do Liceu de Artes Claudio Santoro, além de membros oriundos de danças urbanas de Manaus e acadêmicos da UEA.

A companhia tem uma rotina de ensaio de três horas diárias, no Teatro da Instalação (Centro), com o objetivo de preparar jovens talentos da dança para o mercado de trabalho local, nacional e internacional. O grupo atende à agenda cultural promovida pelo Governo do Amazonas, via Secretaria de Cultura, e com isso, leva o segmento da dança às comunidades ao mesmo tempo em que se prepara profissionalmente.

Programação

Serviço: Espetáculo Plutão (Já foi planeta) – Projeto Alma de um Poeta
Data/hora: Estreia na terça-feira, dia 15 de agosto de 2017, às 20h (Teatro Amazonas); reapresentação nos dias 30 e 31 de agosto, às 19h (Teatro da Instalação)
Local: Teatro Amazonas, avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro; e Teatro da Instalação, rua Frei José dos Inocentes, S/Nº, Centro
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: Livre

*Com informações da assessoria