Terça-feira, 20 de Outubro de 2020
Folclore

Direto do Mocambo, boi Espalha Emoção promove segunda live

A live 'Caboclígena' será transmitida neste sábado (29), a partir das 18h, no Facebook oficial do bumbá



WhatsApp_Image_2020-08-27_at_16.38.00_3A49E43F-E26A-43D9-9DE6-BF7E8DDC81A7.jpeg "Caboclígena" seria o tema que o bumbá defenderia no festival deste ano (Foto: Daniel Brandão)
29/08/2020 às 08:49

Na zona rural de Parintins, a exatos 66 quilômetros da Ilha Tupinambarana, acontece o Festival Folclórico do Mocambo do Arari, onde dois bumbás, Touro Branco e Espalha Emoção, defendem as suas cores laranja e amarelo em um centro cultural chamado de Mocambódromo. Sem a 17° disputa, cancelada nesta semana, o Boi-Bumbá Espalha Emoção promoverá a sua segunda live, “Caboclígena”, neste sábado (29), no seu próprio curral, a partir das 18h, com transmissão na página do bumbá no Facebook (https://www.facebook.com/aespalha.emocao.1).

“Caboclígena”, aliás, seria também o tema que o bumbá amarelo e branco defenderia este ano na arena do Mocambódromo em busca do tricampeonato - das 16 edições disputadas, o Espalha Emoção já levantou 10 troféus. Nas palavras do presidente do Conselho de Artes, Paulo Victor, a temática é a junção das palavras “caboclo” e “indígena” que, uma vez unidas, se expandem ‘’em um rio de significados’’.



“Nosso tema é um manifesto de resistência pela vida; é a celebração da identidade cultural e ancestral dos povos originários dessa terra. É o símbolo artístico de luta, preservação e valorização de nossas culturas, costumes e tradições deixadas por nossos antepassados”, explicou.

Conforme o diretor financeiro do Espalha Emoção, Caetano Mendonça, a live será uma “palinha do festival” que, anualmente, mobiliza todo o Distrito do Mocambo do Arari e cidades próximas, e que chama a atenção por usar, em seus módulos alegóricos, materiais sustentáveis como talas de najá amarradas com cordas, fibras e roldanas de madeira – o que impressiona pela criatividade.

“Na live deste sábado teremos a presença dos itens oficiais do Espalha Emoção, como porta-estandarte, rainha do folclore e sinhazinha da fazenda bailando ao som das toadas que compõem o tema deste ano. Na ocasião, alguns cantores do Mocambo se apresentarão para ganhar experiência. Enfim, as pessoas podem esperar muitas surpresas nesta noite que encerrará o mês do folclore”, adiantou ele.

Mendonça faz questão de ressaltar que a segunda live do Espalha Emoção será dedicada não só a transmitir uma mensagem de preservação, como também a recordar os festivais mocambenses antigos.

“A live ‘Caboclígena’ é um brado de resistência do caboclo, em suas diversas ramificações, e dos povos indígenas que, juntos, lutam pela sobrevivência e permanência em seus territórios. Essa é a mensagem central, mas em nossa live vamos recordar também antigos festivais, homenagear os fundadores do bumbá e cantar as toadas que embalam as apresentações vitoriosas do Espalha Emoção”, completou. A transmissão do show será feita na página oficial do bumbá amarelo e branco no Facebook, a partir das 18h.

Tradição popular

O Festival Folclórico do Mocambo é realizado em três dias, no último fim de semana de julho no Distrito do Mocambo do Arari, zona rural de Parintins, distante 369 quilômetros de Manaus. Em um único festival são realizados três disputas. O primeiro dia é dedicado à apresentação dos pássaros Jaçanã e Pavão Misterioso e das quadrilhas ‘’Peti na Roça’’ e ‘’Unidos do bairro de Lourdes’’.

Nos outros dois dias, sábado e domingo, acontece a disputa entre os bois Espalha Emoção e Touro Branco. O evento é organizado pela Associação das Tradições Culturais do Mocambo do Arari (Atracamar) e pela Prefeitura de Parintins.

Festival cancelado

O Festival Folclórico do Mocambo foi, oficialmente, cancelado pela Prefeitura de Parintins no início desta semana. Em nota, a prefeitura anunciou que a decisão foi tomada a fim de obedecer as normas das autoridades de saúde e que, por enquanto, não há previsão de novas datas para a realização do evento.

 

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Repórter do caderno Cidades do jornal A Crítica. Jornalista por formação acadêmica. Já foi revisor de texto de A Crítica por quatro anos e atuou como repórter em diversas assessorias de imprensa e publicações independentes. Também é licenciado em Letras (Língua e Literatura Portuguesa) pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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