Terça-feira, 01 de Dezembro de 2020
Cinema

Curta amazonense 'Ratoeira' participa do Festival Guarnicê

Filme com direção assinada pelo cineasta Romulo Sousa é um dos 23 curtas selecionados para o evento online, que tem início nesta quarta (14)



Filme_Ratoeira_C86B3376-DC91-4260-AA77-0389CB4F19AB.jpg A atriz Thayná Liartes gravou cenas dentro de um ônibus (Foto: Romulo Sousa)
14/10/2020 às 14:43

Terceira obra audiovisual do cineasta Romulo Sousa, “Ratoeira” é um dos 23 curtas selecionados para a Mostra Competitiva Nacional de Curtas do 43º Festival Guarnicê de Cinema. O evento inicia nesta quarta (14) e segue até o dia 24 deste mês, com transmissão online pelas redes sociais e plataforma de streaming da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Produzido em fevereiro deste ano, o filme é o único representante do Amazonas na 43ª edição do Festival e concorre ao lado de produções de São Paulo (06), Pernambuco (05), Distrito Federal (03), Rio de Janeiro (02), Amapá (01), Maranhão (01), Minas Gerais (01), Paraná (01), Rio Grande do Sul (01) e Santa Catarina (01).



De acordo com Souza – que nasceu em Santarém (PA), mas vive na capital amazonense desde a infância –, a inscrição do curta-metragem ocorreu sem nenhuma expectativa, por isso a surpresa com o resultado foi ainda maior. “Eu não esperava mesmo. Eu inscrevi só para ver no que dava. O Guarnicê é um festival antigo e eu sempre admirei muitos filmes que passam lá. Quando gravei meu curta, não imaginava onde poderia passar. Estou muito feliz de poder estar em uma Mostra Nacional”, observa.

O filme traz em seu enredo um casal de jovens que mora junto. O ponto de partida da história se dá com a decisão do rapaz em ir morar sozinho. Segundo o diretor da obra, os personagens são baseados em histórias recorrentes que observa entre amigos e conhecidos.

Sousa comenta que o projeto – totalmente independente – foi gravado em sua residência, em uma parada de ônibus e em um bloco de Carnaval da cidade. Ao todo, foram necessários quatro dias de gravação e duas semanas de ensaios. O cineasta destaca que, pelo fato do filme tratar sobre algo da vida real, cada espectador pode enxergar a história de uma forma.

“O que eu tento fazer sempre é deixar os personagens e a história bastante pessoal e quem assistir pode dizer o que pensa sobre aquilo. Pra mim é algo da vida real, então cada pessoa pode enxergar de uma forma”, pontua.

Carreira recente

Apaixonado pela oitava maravilha do mundo desde pequeno, Sousa decidiu ser cineasta quando assistiu aos bastidores dos longas-metragens “Jurassic Park” (Steven Spielberg) e “Titanic” (James Cameron). O amor pelo cinema virou mais sério após os vinte anos, embora com requintes de amadorismo.

“Sempre tive bastante interesse sobre o processo de fazer filmes, porém, só consegui criar algo quando usei um celular com câmera pela primeira vez. Já adulto, comprei uma câmera e trabalhei de fotógrafo durante um tempo, o que me deu experiência e confiança pra tentar algo mais sério. Apesar de tudo isso, até hoje ainda faço filmes experimentais e amadores. Estou esperando uma oportunidade de produzir filmes profissionais, o que está cada vez mais próximo de acontecer”, detalha.

“Ratoeira” é o terceiro curta autoral do diretor de 26 anos. O primeiro foi um documentário sobre o processo criativo do artista plástico Otoni Mesquita e o segundo, um suspense sobre um proprietário que se sente ameaçado pelo inquilino de sua kitnet. A obra mais recente não teve nenhum orçamento, sendo feita apenas com a colaboração entre ele e os atores. “Eles são meus amigos e têm boa experiência no teatro. Isso ajudou bastante nos ensaios. O filme é experimental e eu quis testar várias ideias para ver o que funcionava ou não. Uma delas era verificar se era possível fazer um curta de baixo custo e que despertasse interesse mesmo sem uma equipe disponível”, ressalta.

Pelo visto, a experimentação rendeu frutos, com o curta sendo selecionado para o Festival. Entre os prêmios oficiais do evento, estão os de melhor longa nacional, que recebe o Troféu Guarnicê e R$ 23 mil, o de melhor curta nacional, que recebe o Troféu mais R$ 12 mil, e o Prêmio Assembleia, destinado ao melhor filme feito por maranhenses.

Saiba mais

Quatro mais antigo festival de cinema do país, o “Guarnicê” é realizado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), via Diretoria de Assuntos Culturais (Dac). Com o objetivo de difundir produções audiovisuais e promover o intercâmbio entre realizadores de países ibero-americanos e de língua portuguesa, o Festival conta com mostra competitiva nacional e mostra competitiva de filmes maranhenses.

Ficha Técnica

Roteiro e Direção: Romulo Sousa

Fotografia, Montagem e Edição: Romulo Sousa 

Elenco: Thayná Liartes, Ismael Farias, Ricardo Gabriel

 

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