Terça-feira, 14 de Julho de 2020
AJUDA

Quase 70% das pequenas empresas do AM estão aptas ao crédito do Governo Federal

Levantamento do Sebrae-AM apontou que mais de 78% destas empresas declaram precisar de crédito para manter suas atividades. Economistas aprovam medidas



arena-2019-dia1-0096-1_8D77373D-786B-4107-9056-B1D5474B04DB.jpg Foto: Reprodução
20/05/2020 às 14:50

Em pesquisa recente, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amazonas (Sebrae-AM) concluiu que quase 70% das empresas no estado podem solicitar a linha de crédito lançada pelo governo federal para amenizar os impactos da crise do novo coronavírus. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira (19) e vista com bons olhos por economistas na capital.

De acordo com o analista sênior do Sebrae-AM, Evanildo Pantoja, cerca de 1,3% das empresas pesquisadas decidiram fechar as portas e encerrar suas atividades e 46,7% das empresas interromperam suas atividades de forma provisória por conta do decreto do Governo do Estado, autorizando apenas abertura de serviços essenciais.



O levantamento mostrou que 78% das micro e pequenas empresas precisam ter acesso a crédito para continuar funcionando, para manter suas obrigações e para que não haja demissões.

“É muito importante que seja de fato liberado o crédito para estas empresas. 32,6% dos empreendimentos não possuem dívida nenhuma e 35,2% possuem dívida, mas não possuem atraso. Isso as torna aptas para o financiamento”, defendeu.

O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) vai destinar R$ 15,9 bilhões em prol do “desenvolvimento e o fortalecimento dos pequenos negócios”. Para o economista Wallace Meirelles, os valores são importantes pois devem ajudar a reduzir o impacto da crise.

“Os recursos serão por meio do Pronampe, com linhas de crédito de 30% da receita bruta anual da empresa em 2019, e para as empresas com menos de um ano em funcionamento, o limite sobe para 50% do capital social ou 30% da média de faturamento. O prazo para pagamento é de 36 meses”, salientou

Para Mourão Júnior, presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-AM), o governo federal ser garantidor do micro e pequeno empresário é fundamental.

“O programa vem em um bom momento. A taxa de juros é muito atrativa por apenas 4,25% ao ano. A lei em si, ajuda a evitar burocracias por ser destinado ao pequeno empreendedor”, defendeu.

O analista técnico da área de orientação ao crédito do Sebrae, Wilson Rocha, vê a linha de crédito como uma outra ajuda para os empreendedores. “Esse programa veio em boa hora e pode somar aos já disponíveis pelos bancos, pela Afeam e cooperativas de crédito”, disse.

O analista, também deu dicas para que os possíveis candidatos tenham atenção quanto às exigências documentais que venham a ser cobradas e pediu cautela.

“O importante é o empresário ter noção de que lá na frente vai arcar com esse compromisso, então, deve fazer uma análise e ver qual o valor necessário para que seu negócio esteja ativo e operando em condições normais sem pressão no caixa por conta de financiamento além da sua necessidade”, frisou.

Maria Luiza Dacio
Repórter do Caderno A do Jornal A Crítica

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