Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2022
Sustentabilidade

Projeto para geração de energia sustentável é lançado por Universidade no Amazonas

Segundo prospecção da Ufam, 1,4 milhão de quilowatts de energia devem ser gerados. Execução do projeto foi financiada por uma emenda parlamentar



Captura_de_Tela_2020-04-06_as_170042_4FD673A6-957C-4AC8-8F43-C4C059641849.jpg Foto: Divulgação
25/10/2021 às 15:40

Cerca de 1,4 milhão de quilowatts de energia devem ser gerados na Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o equivalente ao consumo médio de aproximadamente 777 residências populares. A prospecção foi feita nesta segunda-feira (25), durante do evento de inauguração da primeira etapa da Unidade de Pesquisa em Energia, Clima e Desenvolvimento Sustentável (Upec), que futuramente poderá gerar uma economia de R$ 1,5 milhão na conta de luz da instituição do ensino anualmente. 

Por enquanto são 630 painéis instalados no alto dos dois prédios que compõem a FCA. A execução do projeto foi financiada por uma emenda parlamentar do ano de 2017 da ex-senadora Vanessa Graziottin, que esteve presente no evento de inauguração, juntamente com outros nomes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), como a ex-candidata ao governo do Amazonas, Lúcia Antony. Também foram aportados recursos do Ministério da Educação (MEC).

Junto ao anuncio da Upec, a universidade apresentou uma série de projetos que devem colaborar para o avanço nas tecnologias sustentáveis produzidas de acordo com a necessidade da região amazônica. De acordo com o diretor da FCA, professor doutor Eron Bezerra, além da produção de energia fotovoltaica, a universidade deve expandir as pesquisas relacionadas a temática no interior do estado.

Uma das mais ambiciosas é o monitoramento da capacidade energética nesse formato, em todos os municípios amazonenses. A ideia, de acordo com Eron, é traçar um mapa da capacidade de produção de energia em cada localidade, podendo assim desenvolver novas tecnologias voltadas para o bom aproveitamento do clima em cada localidade.

“Estamos instalando sete estações solarimetrícas no interior cujo o objetivo é fazer o mapa do Amazonas, para saber qual o potencial município a município de energia solar e para saber o quanto isso representa em termos de potencial em cada um dos 62 municípios”, reforçou o professor.

Na unidade de pesquisa serão verificados ainda, com apoio da Estação Meteorológica, diversas variáveis sobre o clima e, principalmente, a situação dos fatores ligados ao efeito estufa. Um dos equipamentos inaugurados nesta segunda-feira irá medir, monitorar e pesquisar dióxido de carbono, metano, óxido nitroso, clorofluorcarboneto – todos gases reconhecidos pelo potencial danoso ao meio ambiente.

Bezerra reforça que há a necessidade de reparação da Ufam em relação às pesquisas relacionadas ao clima, pois embora em algumas áreas o avanço das pesquisas seja largo, há ainda um atraso da região em relação a questão climática. Ele espera que o novo projeto possa ir além do academicismo e possa buscar espaço junto à sociedade.

“A Ufam é a universidade mais antiga do país, para quem não sabe tem mais de 109 anos de vida. Em algumas questões ela avançou muito, e em outras ela ficou um pouco para trás. Nós estamos procurando recuperar isso. Esse grupo de pesquisa que nós montamos é exatamente para potencializar essas pesquisas”, reinterou o diretor.

“É preciso fazer o diagnóstico e ao mesmo tempo executar, porque se nós não executamos aquilo que a gente está propondo é apenas um aviso academicista de criticar por criticar. De diagnostico por diagnóstico. Não! É preciso criticar, é preciso fazer o diagnóstico, mas é preciso realizar e é isso que o nosso grupo de pesquisa está fazendo hoje”, completou Eron.

Prova dessa abertura para o diálogo com a sociedade foi a presença do diretor da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Roberto Bubol, que destacou a tendência mundial na geração de opções econômicas de energia limpa em virtude das crises hídrica e energética com intervalos cada vez menores, resultado de mudanças climáticas.

 “O comércio, as instituições de ensino, todos vamos ter que ter essa preocupação, porque as contas já estão inviáveis. Esse é o primeiro contato, mas tenho certeza que nós vamos fazer parcerias para conhecer melhor tudo isso e adaptar. Cada setor econômico tem uma necessidade. O comércio pode ser facilmente adaptado, mas tem os serviços como o turismo com os hotéis que têm um consumo maior. E essa parceria será justamente para isso: viabilizarmos projetos”, revelou o Bubol.

Traduções para todos

Além das atividades voltadas para o monitoramento e estudos das condições climáticas da região, também foi inaugurado o Centro de Mídias e Traduções Simultâneas que, segundo o reitor do Ufam, professor doutor Sylvio Mário Puga, deve colaborar para a internacionalização do ensino por meio de tradução de palestras. Os avanços nos estudos sobre o meio ambiente, de acordo com o ele, é motivo de orgulho e as ações voltadas para a temática devem ser expandidas para os demais campus.

“O que a universidade coloca à disposição da sociedade são soluções, então hoje estamos colocando à disposição da sociedade uma solução tecnológica com vistas para o fornecimento e barateamento da energia elétrica, outro lado também temos a inauguração dos nossos centros de traduções”, declarou o reitor.

Além da Ufam devem fazer uso da estrutura para o desenvolvimento de pesquisas: a Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Pará, Universidade Nilton Lins e vários grupos de pesquisa. A comunidade em geral também pode aproveitar as instalações do Centro de Traduções.



News giovanna 9abef9e4 902c 428b a7c8 c97314664fb7
Repórter
Repórter de A CRÍTICA. Sempre em busca de novos aprendizados que somente uma boa história pode trazer.

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.