Terça-feira, 07 de Dezembro de 2021
Inovação

Indústria do PIM testa insumo amazônico na fabricação de caixas d'água

Devido às suas propriedades que o tornam tão ou mais resistentes que a fibra de vidro, o curauá - planta originária da Amazônia, tem sido testado como matéria-prima



Sem_titulo_CD1EE5EE-3A13-453D-9404-B77C7EC5F522.jpg Foto: Divulgação / Suframa
27/07/2021 às 11:50

Empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM) têm atuado para adequar suas linhas de produção para de trabalhar com bioativos amazônicos e, assim, tornarem-se mais responsáveis não apenas economicamente, mas também ambientalmente. É o caso da Sousa Motos, empresa instalada no PIM desde 2010, fabricante de um nicho de motocicletas e bicicletas, e dona da marca Sousa Lev, de caixas d'água, que tem buscado matérias-primas regionais para incorporar ao seu processo fabril.

Um dos materiais biológicos amazônicos de maior potencial para a indústria local, o curauá, foi acrescentado em teste para compor a fabricação de caixas d'água.

Resistência

Devido às suas propriedades que o tornam tão ou mais resistentes que a fibra de vidro, o curauá - planta originária da Amazônia, da mesma família do abacaxi - pode compor a linha de produção da Sousa Motos e agregar valor ambiental à marca. A empresa, que já vinha em tratativas com o CBA em busca de soluções mais sustentáveis para adicionar à sua produção, teve o incentivo da Resolução 02 do Conselho de Administração da Suframa (CAS), aprovada este ano. 

"Esse é o primeiro teste que estamos fazendo para utilizarmos matéria-prima regional em nossa linha de caixas d'água e, assim, agregarmos cada vez mais o caráter sustentável em nossos processos industriais e levarmos ainda mais a marca Amazônia para o mercado consumidor", disse Guilherme Sousa, gerente geral da empresa.

Ele ainda destacou que o aprovação da Resolução 02 do CAS estimula a busca por incluir insumos típicos regionais nas linhas de produção das empresas, especialmente pelo retorno econômico-sustentável estimado, tanto para empresas fabricantes - que se isentam de IPI - quanto para as empresas compradoras, que devem privilegiar a marca Amazônia e, assim, podem obter crédito presumido de IPI (saiba mais sobre a Resolução 02 CAS em https://bit.ly/3742dDK).

Oportunidades

O gestor do CBA, Fábio Calderaro, pontuou que a sustentabilidade de processos e produtos já é um diferencial no mercado mundial e isso demonstra como a bioeconomia é um segmento estabelecido e em forte expansão. "As oportunidades de se utilizar insumos biológicos para aperfeiçoar processos industriais são uma realidade mundo afora e estes bioativos integram-se a diversos segmentos produtivos. O que temos na Amazônia é uma vasta opção de insumos com propriedades diversas, benéficas para produtos desde baixa a alta complexidade, e o estabelecimento de legislações que motivem a integração do setor secundário reforça essa pauta, especialmente na Amazônia", acrescentou. 



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