Terça-feira, 20 de Outubro de 2020
TUTORIAL DO CRIME

Filhas de Flordelis pesquisaram sobre uso de ‘venenos legais’ na internet

As filhas da deputada federal e pastora pesquisaram na internet sobre o uso de cianeto, 'veneno para matar que seja legal', entre outras pesquisas, como 'assassino onde achar'



xwhatsapp-image-2020-08-24-at-22-34-20-jpeg.jpg.pagespeed.ic.dcbjnmgnKF_DCCF2447-357E-428A-887F-2C0370D5EFEF.jpg Print da busca feita pelas filhas divulgadas pela polícia
25/08/2020 às 14:27

O jornal Extra publicou nesta terça-feira (25) trechos do inquérito Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, que investiga a morte do pastor Anderson Do Carmo. Além do relato de uma testemunha que morou com o casal e revelou que na residência havia frequentes rituais envolvendo nudez, sangue e sexo, o jornal publicou ainda que duas filhas do casal fizeram pesquisas sobre o uso de venenos e sobre assassinos de aluguel na internet.

Uma delas procurou sobre o uso de cianeto e a outra, fez buscas por “veneno para matar que seja legal”, entre outras pesquisas, como “assassino onde achar”. Para um perito do Ministério Público estadual que analisou os prontuários de Anderson em um laudo médico legal, a vítima foi envenenada com arsênico.



O perito chegou à conclusão principalmente ao analisar os sintomas apresentados por Anderson, que ainda ressalta, em seu parecer, que o arsênio é um pó branco, fino, quando sem cheiro e gosto, que pode ser misturado aos alimentos e bebidas sem que seja notado.

De acordo com a publicação, nos últimos meses de vida, Anderson estava abatido e havia perdido bastante peso. Dizia que era estresse. Em 9 de outubro daquele ano, o pastor foi internado se queixando novamente de vômitos e diarreia. Ele relatou aos médicos que o atenderam que os problemas de saúde tinham se agravado após a eleição de Flordelis ao cargo de deputada, o que havia ocorrido dois dias antes. Para a polícia, o grupo que tentava matar Anderson ficou mais confiante após a votação, já que a pastora tinha sido eleita. E, com isso, o plano de executá-lo ganhou mais força, sendo possível que as doses de veneno ministradas tenham aumentado.

Entenda o caso

O inquérito da Polícia Civil que investiga o assassinato do pastor Anderson do Carmo concluiu que a mandante do crime foi a esposa dele, a deputada federal Flordelis. De acordo com o delegado Allan Duarte, na primeira fase da investigação foi identificado como executor o filho biológico da deputada, Flávio dos Santos Rodrigues. O filho adotivo do casal, Lucas César dos Santos, foi apontado como a pessoa que comprou a arma utilizada no assassinato.

Na segunda fase da apuração, ainda segundo o delegado, novas provas e ações de inteligência constataram que Flordelis foi a mandante do homicídio. A investigação aponta como motivação principal a disputa de poder entre o casal e a emancipação financeira dela.

Flordelis foi indiciada pelo crime de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada. Cópia do inquérito será encaminhado à Câmara dos Deputados para a adoção de medidas administrativas. 

O pastor Anderson do Carmo foi assassinado no dia 16 de junho do ano passado, dentro da própria casa, no bairro Badu, em Niterói. Na ocasião, Flordelis relatou que o pastor teria sido morto durante um assalto, após o casal ter sido seguido por elementos suspeitos em uma moto. Ele foi atingido por tiros na garagem, quando retornou ao carro para buscar algo que tinha esquecido.

SAIBA MAIS:

Polícia diz que deputada Flordelis foi mandante da morte marido

Filhos de Flordelis são presos e fazem culto em delegacia 

News portal1 841523c7 f273 4620 9850 2a115840b1c3
Jornalismo com credibilidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.