Quarta-feira, 21 de Outubro de 2020
EDUCAÇÃO

Cartilha popular da Ufam combate covid-19: 'melhor ficar em casa de bubuia'

“Em tempos de quarentena é bom lembrar. Então deixe de leseira caboclo, faça sua parte, se proteja e proteja todos à sua volta!!”, assim começa a cartilha produzida pelos estudantes de pedagogia da Ufam em Humaitá



covi_A8C0F8ED-5217-4E42-9E11-BB29506C4300.JPG Foto: Divulgação
28/04/2020 às 11:16

Usar termos regionais como “bubuia”, “maninho”, “leso” e “colega” para conscientizar a população sobre os cuidados a serem tomados durante a pandemia do novo coronavírus. Eis o mote da cartilha “À Caboclada Amazonense: informativos sobre o novo coronavírus”, produzido pelo Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente da Universidade Federal do Amazonas (IEAA/Ufam), localizado no município de Humaitá.

De acordo com a professora Maria Isabel Alonso Alves, uma das idealizadoras da iniciativa, o material é resultado de uma pesquisa sobre a variação linguística regional presente na comunidade ribeirinha Paraizinho, próximo à área urbana do município.



“Na ocasião, dois estudantes do curso de pedagogia trouxeram informações sobre características linguísticas do Amazonas e seus significados, as quais foram utilizadas na produção da cartilha. É um material simples, com uma linguagem acessível e leve, que pode atingir toda população amazonense, mas que traz informações pertinentes ao problema de saúde que estamos enfrentando”, disse a professora.

A ideia do grupo agora é continuar produzindo novas informações com características regionais, além de um material de apoio ao ensino para alunos dos anos iniciais. “Também, está em elaboração um material que deve se tornar um livro infantil sobre o tema. A ideia é levar conhecimento e informação a todos os públicos, de modo que possamos todos vencermos essa batalha contra a Covid-19”, frisou a professora Maria Isabel Alonso Alves.

Conforme a diretora do IEAA, Ana Cláudia Fernandes Nogueira, passar uma informação científica em uma linguagem familiar deveria ser uma prática corriqueira. “O conteúdo do informativo foi organizado com a participação de servidores, colaboradores externos e alunos que estavam desenvolvendo projetos voltados à variação linguística no curso de Pedagogia. Os alunos contribuíram com informações sobre características linguísticas do Amazonas e seus significados”, contou.

“Nossos próximos passos serão produções (no mesmo tema) de charges e vídeos em Libras com narrativas fluidas e linguagem simples”, completou.

“Melhor ficar em casa de bubuia, que de molho no hospital... Em tempos de quarentena é bom lembrar. Então deixe de leseira caboclo, faça sua parte, se proteja e proteja todos à sua volta!!”, assim começa a cartilha.

Distante 590 quilômetros em linha reta de Manaus, Humaitá registra, até esta terça-feira (28), dois casos confirmados de Covid-19.

Clique aqui e confira as dicas preparadas pelos estudantes de pedagogia.

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Repórter do caderno Cidades do jornal A Crítica. Jornalista por formação acadêmica. Já foi revisor de texto de A Crítica por quatro anos e atuou como repórter em diversas assessorias de imprensa e publicações independentes. Também é licenciado em Letras (Língua e Literatura Portuguesa) pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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