Terça-feira, 14 de Julho de 2020
SUGESTÃO

MPAM recomenda uso obrigatório de máscaras em ruas de Humaitá

Promotor de Justiça Caio Barros sugeriu que a prefeitura amplie medidas para conter avanço do vírus no município. PM deve reforçar presença nos hospitais



INSPE__O_MP_HUMAIT__hospital_e_outros_6da48_332F9217-E1B2-4873-9A3D-4D9C47D22A49.jpg Foto: Divulgação
28/04/2020 às 08:49

Em Humaitá, o promotor de Justiça Caio Barros, realizou, na manhã desta segunda-feira (27), inspeção no hospital da cidade, reunião com o prefeito municipal e contato com o comando local da Polícia Militar. O objetivo foi atualizar informações sobre os respectivos planos emergenciais relativos à chegada da pandemia na cidade.

Até então sem casos registrados, Humaitá teve os primeiros dois pacientes testados positivos para Covid-19 no último sábado. Por isso, o objetivo das ações da promotoria foi de levantar a atual capacidade da saúde pública de combater a doença no município. Da inspeção ao hospital, o promotor relata que a unidade tem testes rápidos, mas em quantidade considerada pequena para uma demanda em massa. O hospital possui apenas três leitos para isolamento. Mas a informação prestada pela direção da unidade foi de que uma escola da cidade será transformada em uma grande enfermaria para atender os pacientes de covid (confirmados e os suspeitos) para que não fiquem misturados ao restante dos pacientes do hospital.



Em reunião com o prefeito municipal, com a presença do secretário municipal de Saúde, foram sugeridas mudanças no decreto que proíbe aglomeração de pessoas a fim de que sejam mais rígidas as medidas de combate à proliferação do vírus, como a instituição de obrigatoriedade de máscaras para entradas em estabelecimentos comerciais, assim como a disponibilidade de álcool em gel nesses locais.

Foi sugerida ao prefeito a compra de mais testes rápidos e a oficialização de cooperação técnica com a prefeitura de Porto Velho, capital de Rondônia, distante 200 km de Humaitá, para que o sistema de Saúde daquela cidade recebe os pacientes graves da cidade amazonense, uma vez que o custo de deslocamento para capital é bem menor do que para a cidade do Estado vizinho, sem contar a superlotação dos hospitais de Manaus.

Reforço policial

O comando local pela tropa de Polícia Militar também foi contatado pelo promotor para que o policiamento seja reforçado no hospital para evitar o fluxo desnecessário de pessoas, como a presença de curiosos. E para que PM fiscalize de maneira mais ostensiva qualquer aglomeração de pessoas e comércios não essenciais que estejam funcionando.

“Por enquanto Humaitá está numa situação tranquila, mas para que continua assim é imprescindível um trabalho técnico do Poder público com supervisão e participação ativas do MP a fim se garantir a saúde da população e o retorno a normalidade o mais rápido possível, que é o desejo de todos”, afirmou Caio Barros.

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