Segunda-feira, 13 de Julho de 2020
CONTÁGIO

Em dez dias, casos da Covid-19 confirmados no Amazonas chegam a 32

Maior aumento até agora aconteceu entre sábado (21) e domingo (22), quando 15 novos casos foram registrados. Números ainda são menores que contágios por síndromes gripais do período chuvoso no AM, que já mataram 39 pacientes no estado



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23/03/2020 às 15:46

Com a confirmação dos seis novos casos do novo coronavírus (Covid-19) no Amazonas, na tarde desta segunda-feira (23), o estado chegou ao total de 32 pacientes infectados no período de dez dias. Desde o primeiro caso registrado, no dia 13 de março, o crescimento tem sido exponencial, de acordo com a expectativa da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), que prevê, a exemplo de todo o país, o aumento repentino de casos no intervalo de dois a três dias.

O maior aumento até o momento aconteceu neste final de semana, quando de sábado (21) para  domingo (22), o Amazonas teve a confirmação de 15 novos casos. Apesar disso, o aumento de domingo para hoje foi menor, com apenas seis novos casos registrados. Outros 20 casos seguem em investigação, à espera do resultado dos exames.



A maior parte dos casos (31) são de Manaus, sendo apenas um caso do município de Parintins. Os pacientes possuem, em geral, idade na faixa dos 30 anos, com exceção de uma criança de 10 anos e dois pacientes idosos, acima de 70 anos de idade.

Questionada se a Covid-19 já alcançou os territórios indígenas, a diretora-presidente da FVS, Rosemary Pinto, afirmou que não há nenhum indígena entre os casos confirmados ou suspeitos no Estado.

“Caso surja algum caso suspeito em alguma comunidade indígena, a Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) já publicou um Plano de Contingência voltado para as comunidades indígenas orientando sobre isolamento e, se for o caso, encaminhamento”, destacou.


Casos confirmados no AM chegam a 32 em 10 dias. Arte: A Crítica.

Apesar do aumento da Covid-19, os números no estado ainda são bem menores que os de síndromes gripais associadas ao período chuvoso. Dados da 11ª edição do Boletim Epidemológico da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apontam para 329 casos da doença. A análise leva em conta o período entre novembro de 2019 a 18 de março de 2020.

O boletim aponta que, no total, foram registrados, desde novembro, 39 óbitos por SRAG. Desses, nove foram por vírus respiratórios e 30 por outras síndromes respiratórias não virais. Dos nove óbitos, todos são residentes de Manaus, três por Influenza B, quatro Adenovírus, um VRS e um Metapenumovírus. No caso do Covid-19, ainda não há mortes registradas no estado.

A SRAG está relacionada a infecções respiratórias, é o que explica Rosemary Costa Pinto, epidemiologista de formação.

“As infecções podem ser provocadas por diversos agentes etiológicos entre os mais comuns vírus e bactérias, e este é o momento do ano de maior ocorrência, por isso a importância de medidas protetivas individuais”, disse.

Atendimentos hospitalares

No Amazonas, os casos testados para a Covid-19, conforme protocolo da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) são os sintomáticos para febres, tosses secas e dificuldades respiratórias. A secretaria orienta pacientes que apresentem sintomas mais leves que permaneçam em isolamento residencial, a fim de diminuir a possibilidade de transmissão do vírus, que é considerada alta pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Casos mais severos serão direcionados por Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para o Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, na Zona Norte de Manaus, que cuidará exclusivamente dos casos graves da doença.


Foto: Aguilar Abecassis

No caso das demais síndromes gripais, Rosemary aproveita para esclarecer aonde procurar o atendimento. “As unidades básicas de saúde estão aptas para receber pacientes com quadro leve de gripes, e as unidades de pronto atendimento devem ser utilizadas por aqueles pacientes que têm sinais de gravidade, como por exemplo, desconforto respiratório (falta de ar)”, disse.

A FVS-AM também alerta à população para as medidas de prevenção e controle, como por exemplo, a lavagem frequente  das mãos com água e sabão, o uso de álcool em gel a 70%, evitar contato com pessoas gripadas e lugares aglomerados, etiqueta da tosse (evitando-se tossir diretamente nas mãos, e sim na curva interna do braço), uso de lenços descartáveis, uso de máscaras, repouso adequado, boa hidratação, alimentação equilibrada, entre outras.

O titular da Susam, Rodrigo Tobias, reforçou a importância do isolamento social. "A nossa parte em uma grande epidemia é ficar em casa. Se sairmos de casa, ou nos contaminamos ou contaminamos quem ainda não foi contaminado, portanto é fundamental o isolamento social”, disse.

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