Segunda-feira, 13 de Julho de 2020

Não vai faltar comida no prato dos brasileiros

Estou ciente que o governo só cumpre com seu dever e concordo que foi para isso que foram eleitos, mas tenha a certeza que em outros países, na real, as autoridades não se importam com a fome do povo


O abastecimento de bens essenciais está garantido, dizem as autoridades. Os agricultores asseguram que estão nos campos trabalhando para que não falte comida na mesa dos brasileiros, durante o confinamento pelo coronavirus. E dá para perceber que é verdade. Nada falta nos supermercados.

Há um mês que estou escrevendo no portal: Agroflorestamazônia.com e fico surpresa com essas informações, porém feliz. Os governos estadual e federal estão valorizando a mão de obra dos produtores rurais e agem em auxilio dos cidadãos mais afetados pela pandemia para minimizar seu impacto econômico negativo. Talvez, para você, isso seja o normal. É a obrigação do governo, e você está certo.

O Governo Federal anunciou que irá destinar R$ 500 milhões para a compra de produtos da agricultura familiar para serem doados para as pessoas em vulnerabilidade social. Com essa ação o auxilio será em dobro. Ajudará os produtores rurais e também as pessoas sem uma renda mensal. É muita coisa boa rolando.

Para mim, que venho da Venezuela, um país onde a população more de fome e o ditador Maduro fecha as portas à ajuda humanitária, esta medida para garantir a segurança alimentar e nutricional do povo, além de dinamizar a economia do setor primário, é uma benção. De fato, acho uma mostra de competência das autoridades, que merece a gratidão dos brasileiros e de todos os que moramos neste pais.

Estou ciente que o governo só cumpre com seu dever e concordo que para isso foram eleitos, mas tenha a certeza que em outros países, na real, as autoridades não se importam com a fome do povo. A menos que, por via de uma procura inusitada de um produto, surja uma oportunidade de negócio ilícito.

Na Venezuela, a cadeia alimentar não funciona. Todos os pontos são críticos na logística de abastecimento. Desde a produção nacional, que está parada por falta de matérias primas, até equipamentos de segurança para os agricultores nos campos. Passando pelas indústrias que não tem energia, nem conseguem comprar peças para a manutenção das máquinas porque o governo não libera os dólares. Até à distribuição, porque os caminhões infelizmente não têm combustível e lhes faltam pneus.  

Ou simplesmente porque ninguém quer trabalhar para ter prejuízo no lugar de  lucro, pelos controles de preço fixados pelo socialismo. O empresário faz um investimento de R$ 1.000,00, por exemplo, para a produção de um bem.  Porém é obrigado pelo governo a vender o produto por R$ 500,00.  Desse jeito não dá.

Não faz sentido. A ditadura socialista não cria condições para que a agricultura venezuelana produza, nem para que os cidadãos possam comprar bens alimentares locais. Totalmente diferente do que acontece no Brasil, graças a Deus!


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