Domingo, 27 de Setembro de 2020

A nova normalidade

Junho chegou com a flexibilização do isolamento social em Manaus, com protestos contra racismo nos Estados Unidos e outros lugares do mundo e com gasolina a preço internacional na Venezuela, o país com as maiores reservas de petróleo


Com junho chegou a flexibilização do isolamento social e a nova normalidade. Depois de dois meses de pandemia pelo Covid-19 no Amazonas, os cemitérios públicos e privados de Manaus registraram 5.168 sepultamentos e cremações. No entanto, oficialmente somente 2.071 foram mortos pelo coronavírus e o total de casos da doença é de 41.774 no estado. As cifras são assustadoras, mas o governo do Estado decretou a flexibilização do isolamento social e a retomada gradual das atividades, pelo bem da economia.

O fato é que nosso novo normal inclui usar máscaras obrigatoriamente no transporte público, comércios, condomínios e ruas. Coisas simples como cumprimentar a os colegas com beijo o abraço, não serão possíveis, porque temos que guardar 2 metros de distancia um dos outros.

Temos que continuar com a higienização das mãos com álcool em gel. A nova realidade também trouxe mudanças em nosso estilo de vida, o trabalho Home Office e o ensino à distância vão ficar em nossas vidas por enquanto. O e-commerce e o sistema de delivery seguirão crescendo e ganhando nova dimensão no mercado.

Mas o junho trouxe também outras situações. Para meus irmãos que moram nos Estados Unidos, trouxe protestos contra o racismo, toque de recolher e destruição. Manifestações por causa da morte do ex-segurança negro George Floyd durante uma abordagem de policiais brancos em Minneapolis causaram incêndios, confrontos violentos com as forças de segurança e perdas enormes para os lojistas.

Ações violentas se registraram em várias cidades americanas e os atos contra o racismo se espalharam para outros países. Houve grandes manifestações na Austrália, no Reino Unido e na França. Do isolamento social em muitas cidades do mundo passaram para uma multidão em protestos contra o racismo.

Para meu pai, meus tios e primos no meu pais, Venezuela, o junho trouxe gasolina de voltas aos postos depois de vários meses de escassez de combustível. Mas a gasolina da Venezuela passou de mais barata do mundo a preços exorbitantes para os venezuelanos e agora é vendida de duas formas.  

A preço “subsidiado” custa 5 mil bolívares (R$ 0,14 ) por litro, compras limitadas a uma vez na semana (de acordo com o último número da placa do veículo que for abastecer) e cerca de 120 litros máximos por mês

Outra forma de venda é a preço “internacional”. Nos postos de gasolina cobram o equivalente a R$ 3 por litro. Os cidadãos podem pagar com notas de dólar e abastecer seus veículos sem limitações de litros nem data. Antes o valor do litro de combustível era menor que o de um litro de água.

Mas são filas de veículos que se estendem por quilômetros para chegar nos postos, quase igual do acontecido com a venda da comida. As pessoas passam horas na fila para poder abastecer.

A situação é inacreditável considerando que a Venezuela é o país com as maiores reservas de petróleo do mundo, com 300,9 bilhões de barris, de acordo com dados da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos. O segundo é a Arábia Saudita, com 266,5 bilhões de barris.

Mas que pela má administração da indústria doméstica de energia, incluindo refinarias, o combustível é escasso e o país depende do envio do aliado Irã para aumentar os seus estoques. Tudo acontece pela péssima gestão do ditador Nicolás Maduro e sua ideologia socialista.


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