Terça-feira, 14 de Julho de 2020

Releituras

O que era uma situação prejudicial, nociva à cidade, sob muitos aspectos, o Monte Horebe passou a ser, para alguns, exatamente o contrário! Estranho e contraditório!


07/03/2020 às 11:40

Primeira semana inteira depois do Carnaval e muita coisa aconteceu. O que não faltou foi assunto. Talvez o mais comentado, em termos de repercussão local, tenha sido a desocupação do Monte Horebe. Em setembro do ano passado, mais precisamente no dia 28, escrevi aqui sobre aquela invasão de grandes proporções, com fortes indícios de ser bancada por uma facção criminosa... com áreas exclusivamente voltadas à moradia de imigrantes.

Trouxemos o assunto à tona, em 2019, uma semana antes dele se tornar destaque na mídia. Havia uma suspeita da possibilidade de invasão de parte da Reserva Adolpho Ducke, assim como narrativas de narcotraficantes fazendo o patrulhamento e a “portaria” das entradas da área. Falava-se sobre carvoarias que funcionam dentro da invasão. Pairava ali um poder paralelo, semelhante àquele presente nas favelas cariocas.

Foi uma das minhas crônicas de maior repercussão em 2019 (clique aqui para ler). Durante a semana que passou acompanhei pela mídia e pelas redes sociais a desocupação. E fiquei me perguntando se eu havia perdido algum fato novo, entre a minha crônica de cinco meses atrás e o atual momento. Sim, porque o que era uma situação prejudicial, nociva à cidade, sob muitos aspectos, passou a ser, para alguns, exatamente o contrário! Estranho e contraditório! Uma invasão de 2015...

Não ignoro a questão social, em absoluto. Mas a permissividade a ocupações como aquela, inclusive com o moto-contínuo do crime, não resolve questões sociais. E por falar em tráfico e questões sociais, também abordamos, na coluna de 10 de novembro passado, a situação da orla do Educandos, entre a Panair e a Ponte de Ferro, com uma lotação expressiva de flutuantes para moradias temporárias ou permanentes naquele trecho, que já superava a casa de milhar em termos de pessoas. Falamos também do narcotráfico que acontece ali etc&tal.

Fiquei sabendo durante a semana que o lixo produzido naquela área está chegando ao encontro das águas. E que a situação da orla do Tarumã não é tão distante assim à da orla do Educandos, à exceção da questão do tráfico, que não aparece de forma relevante no Tarumã. Segundo relatos de comunitários, são mais de 700 flutuantes, sem qualquer ordenamento ou fiscalização, com um impacto bastante danoso ao meio ambiente. Há inclusive registros recentes de problemas ocorridos com flutuantes conhecidos daquele pedaço de “beira”.

Com as eleições municipais na porta, precisamos debater o que a cidade e seus cidadãos pensam sobre as invasões. Os efeitos são evidentes e facilmente detectáveis. #Pensa

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