Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020

Com a saúde não se brinca

Por Humberto Figliuolo / Farmacêutico


29/08/2020 às 19:49

É comum, e justa, a constante reclamação sobre a qualidade da saúde pública no Brasil. A hora da verdade. Afinal, por que a saúde chegou ao estado caótico em que se encontra?

O financiamento da saúde transformou-se no grande causador do desenvolvimento do Sistema Único de Saúde – SUS. Será? A burocracia consome mais de 60% dos recursos disponíveis, privilegiando mais a atenção à doença do que à saúde.

Outro ponto importante a considerar é que se mantido o grau atual de ineficiência, os recursos adicionais à saúde vão ficar pelo caminho nas atividades meio. Está faltando mecanismos que facilitem o controle social como estratégia para a melhoria dos serviços públicos de saúde.

Uma gestão profissional, com sistemas de metas, processos e acompanhamento semelhante aos do mundo empresarial. “Não são apenas os políticos clientelistas que conspiram contra a boa prestação de serviços. E toda uma lógica de desprofissionalização do servidor público”, ensina Cláudia Costin.

Saúde, eis a questão. Eu estou preocupado, você também, será que realmente é falta de recursos financeiros ou de gestão? Esse é o verdadeiro diferencial: competitivo, competência e talento.

Quase ninguém mais põe em dúvida que o Brasil, a exemplo de outros países, vive uma grave e profunda crise que se acentua dia-a-dia.

O desafio maior é votar a Emenda Constitucional 29, que fixa os gastos com saúde em até 15% de todas as receitas com impostos, porém horroriza o planalto pelos riscos de engessar demais os gastos públicos, mesmo com a arrecadação de impostos em alta constante.

Não se trata de mudar os rumos, e sim fortalecer os compromissos anteriores e avançar nas funções das várias iniciativas ocorridas muitas delas indutora de mudança importantes acontecidas. Há necessidade de atualizar a formulação das teses e reorganizar um plano de ação à luz do processo de planejamento estratégico, gastar bem o pouco que se tem, sem abandonar a luta para se ter mais.

Tanto o Estado do Amazonas, como a capital Manaus, investem acima do que foi estipulado pela Emenda Constitucional 29, aprovada em 2000, agora só falta a sua regulamentação, o que se faz inadiável porque ela vai não só estipular os valores do financiamento do sistema, freando as distorções hoje tão presentes.

A possibilidade de acesso aos serviços de saúde é condição imprescindível para que a cobertura universal seja alcançada. A saúde no Amazonas vem sendo aperfeiçoada.

Dois aspectos, que realmente prejudicam o melhor andamento da saúde. Um é impossível em curto prazo corrigir a super população da capital, e o segundo com maior projeção é a freqüência dos profissionais de saúde na obediência dos horários a serem cumpridos com reflexo na Humanização da Saúde.

Imagina se os Governos Estaduais e Municipais atrasassem os salários. Necessitamos de gestão com qualidade, esse é o verdadeiro diferencial.


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